Ana Paula dos Santos é uma figura de relevo na sociedade angolana, conhecida pelo seu percurso cívico, académico e empresarial.
Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto, viúva do ex-Presidente da República José Eduardo dos Santos, exerceu durante anos o papel de Primeira Dama de Angola.
No plano cívico e humanitário, foi patrona do Comité de Apoio às Mulheres Rurais de Angola e fundadora do Fundo Lwini, organização dedicada ao apoio a populações vulneráveis, com destaque para mulheres e crianças em contexto rural.
No sector financeiro, Ana Paula dos Santos detém uma participação de 5,42% no capital do Banco Sol.
O Fundo Lwini, por si criado, detém adicionalmente 10% do mesmo banco, conferindo-lhe uma presença accionista relevante na instituição.
O exercício de 2024 revelou-se particularmente desafiante para o Banco Sol.
A instituição registou um resultado negativo de AOA 6,5 mil milhões (cerca de US$ 7,1 milhões), em contraste com o lucro de AOA 17 mil milhões (US$ 20,6 milhões) obtido em 2023.
O colapso nos resultados teve origem na elevada linha de crédito malparado, que contaminou o activo do banco, o qual recuou de AOA 1 bilião para AOA 990 mil milhões. 
O crédito malparado atingiu cerca de 51%, tendo o banco sido também a instituição com o maior número de reservas levantadas pelo auditor externo em 2024 — 11 no total. 
Em resposta a estas fragilidades, e no contexto do aumento de capital de 85,5 mil milhões de kwanzas aprovado em 2025, o Banco Sol iniciou um novo ciclo estratégico com a aprovação, pelo Banco Nacional de Angola, do seu Plano de Recapitalização e Reestruturação para o período 2025–2027. 


