O Ministério das Finanças emitiu Obrigações do Tesouro para recapitalizar a transportadora aérea nacional, reforçando a sua estrutura de capital e abrindo caminho à modernização da frota e à expansão de rotas.
O Ministério das Finanças emitiu Obrigações do Tesouro no valor de 170 mil milhões de kwanzas para a capitalização da TAAG S.A., no quadro do plano de sustentabilidade financeira e transformação da companhia para o exercício económico de 2026. A operação representa o maior reforço de capital já efectuado pelo Estado angolano na transportadora aérea nacional.
Ao contrário de uma injecção directa de dinheiro, a operação consiste na emissão de dívida pública pelo Estado, que é depois transferida para a TAAG, reforçando a sua estrutura de capital sem pressionar imediatamente as reservas do Tesouro. O mecanismo enquadra-se no regime jurídico aplicável às empresas de domínio público.
Com o reforço de capital assegurado, a companhia passa a dispor de melhores condições para optimizar a gestão de recursos, aumentar a eficiência operacional e elevar a qualidade dos serviços prestados a passageiros e clientes.
Entre as prioridades estão o aumento da disponibilidade operacional das aeronaves e a expansão da rede de destinos, com foco na conectividade regional e internacional. A gestão dos recursos deverá ainda financiar investimentos estruturantes e alinhar a TAAG com as melhores práticas internacionais do sector da aviação.
Para o presidente do Conselho de Administração, Clóvis Rosa, o reforço de capital vai “acelerar a modernização, elevar a eficiência operacional e consolidar uma trajectória sustentável de crescimento e competitividade” da companhia.
O que muda na prática: maior disponibilidade de aeronaves, expansão de rotas regionais e internacionais, modernização dos serviços ao passageiro e alinhamento com padrões internacionais de aviação.


