A Galp anunciou hoje que atingiu um lucro recorde em 2025. Foi uma subida de 20% para 1.150 milhões de euros.
A contribuir para este resultado histórico esteve o aumento da produção de petróleo e gás no Brasil e o aprovisionamento&trading de gás natural.
Durante este período, o EBTIDA recuou 8% para mais de 3 mil milhões com a queda do barril de petróleo para 69 dólares em 2025.
E o EBITDA do 4º trimestre recuou 10% à boleia da paragem para manutenção na refinaria de Sines.Ao mesmo tempo, o dólar desvalorizou 4% em 2025.
“Num contexto internacional adverso e volátil, assegurámos uma performance operacional forte e transversal a todas as áreas de negócio, o que reflete bem a qualidade e resiliência dos nossos ativos. Ao mesmo tempo, prosseguimos a execução disciplinada dos nossos projetos estruturantes e a nossa estratégia de crescimento assente em parcerias, que posicionam a Galp para um futuro de criação de valor sustentável”, disse Maria João Carioca, co-CEO da Galp.
A petrolífera lusa destaca que mais de 80% do seu EBITDA teve origem nas actividades internacionais com mais de metade a ser proveniente da produção de petróleo e gás natural no Brasil
No segmento Upstream, a entrada em produção de um novo campo no 4º trimestre permitiu que a produção média de petróleo e gás natural subisse de 109 mil barris diários para 113 mil.
No Industrial & Midstream, a companhia destaca que o acesso a cargas de GNL dos EUA da Venture Global permitiu aumentar em mais de 40% a venda de gás natural, contribuindo para mitigar o impacto negativo da paragem da refinaria.
A Comercial obteve um resultado recorde com a melhoria das condições no mercado espanhol.
As Renováveis operaram mais uma vez num “cenário de preços da energia solar pressionados, prosseguindo a sua estratégia de otimização das atividades de geração, através da limitação voluntária da produção, e de fontes de receitas adicionais provenientes da prestação de serviços de sistema de rede”.
A Galp vai propor aos acionistas um aumento de 4% do dividendo para 0,64 euros por ação, a par de um novo programa de recompra de ações no valor de 250 milhões de euros que arranca em março.
Em termos de investimento, este recuou em 200 milhões para 1,1 mil milhões de euros, com menos capital a ser necessário investir nos projetos petrolíferos no Brasil, após a entrega do projeto Bacalhau.
Em Portugal o investimento subiu de 370 milhões para 420 milhões, com a “aceleração do investimento nos projetos industriais – pioneiros a nível Europeu – de produção de combustíveis de baixo carbono (SAF e HVO) e de hidrogénio verde em Sines impulsionou o Capex do Industrial & Midstream em mais de 50%”.
As vendas em Angola e Moçambique geraram um investimento líquido de 95 milhões, com 170 milhões investidos nas renováveis.
A geração de caixa subiu 2% para 2,2 mil milhões de euros, apesar da queda no preço do Brent. Com o endividamento líquido a atingir 1,3 mil milhões, com um rácio de dívida líquida sobre o EBITDA de 0,5 vezes, “uma posição financeira sólida face à média da indústria”.


