A Minbos Resources Limited (ASX: MNB) recebeu 4,8 milhões de dólares norte-americanos da Industrial Development Corporation da África do Sul (IDC), o primeiro desembolso de uma linha de crédito total de 16 milhões de dólares, sinalizando o arranque efectivo da próxima fase de desenvolvimento da Fábrica de Fertilizantes Fosfatados de Cabinda.
O projecto tem origem na descoberta de um depósito de fosfato na mina de Cácata, situada a cerca de 50 quilómetros do Porto de Cabinda. A fábrica está localizada em Sunbantando, a meio caminho do porto, e a Minbos planeia iniciar com uma produção anual de cerca de 100.000 toneladas de fertilizante, com intenção de duplicar essa capacidade e continuar a aumentá-la até atingir as 400.000 toneladas anuais. 
Com os fundos assegurados, a empresa iniciou já a encomenda de equipamentos estratégicos de prazo longo de entrega, incluindo sistemas de tapetes transportadores e compressores para a expansão do circuito de britagem e armazenamento. A Fase 1 da construção está concluída, e o empreiteiro permanece no local aguardando a assinatura do contrato da Fase 2, avaliado em 13,8 milhões de dólares.
O projecto conta com um quadro de financiamento robusto. Para além do IDC, o Fundo Soberano de Angola (FSDEA) aprovou um financiamento de 10 milhões de dólares para o projecto.  O Banco de Fomento Angola (BFA) acordou ainda um financiamento adicional de 5,48 milhões de dólares, tornando o projecto totalmente financiado para a conclusão da sua construção. 
O impacto esperado vai além de Cabinda. A Minbos assinou um acordo com o Grupo Carrinho, o maior grupo agro-industrial de Angola, para a venda de 868.000 toneladas de fosfato de Cabinda ao longo dos primeiros sete anos de produção.  A empresa negociou também a compra de um excedente de energia hidroeléctrica de cerca de 100 a 200 megawatts que vai possibilitar a produção de amoníaco verde. 
O projecto insere-se num contexto de crescente aposta nacional na produção local de fertilizantes. Mais de 80% dos fertilizantes consumidos em Angola continuam a vir do exterior, sujeitos à volatilidade cambial, rupturas logísticas e ciclos de escassez que penalizam sobretudo os pequenos e médios produtores.  O Governo angolano reconhece que os fertilizantes têm limitado a capacidade produtiva do país e admite ter boas notícias a dar em breve com a implementação de outros projectos na área dos fertilizantes e aditivos para a produção agrícola. 



