Sector privado absorve 88,8% do crédito concedido em Março

Segundo a nota de informação estatística sobre o crédito do Banco Nacional de Angola, o sector privado absorveu 88,8% do total do crédito disponibilizado ao sector não financeiro ao longo do mês de Março, sendo que o endividamento do sector público não financeiro cresceu 68%.

De acordo com o banco central, o crédito bruto ao sector não financeiro atingiu, nesse mês, a cifra de 6,2 biliões de kwanzas, um incremento de 1,4 biliões em relação ao período homólogo, o que representa um aumento global de 28,30% face ao mesmo período de 2023.

Ainda no período em referência, o stock de crédito à economia em moeda nacional situou-se nos 4,6 biliões de kwanzas, tendo registado um aumento de 131,9 mil milhões de kwanzas nos primeiros três meses do corrente ano.

Já o endividamento do sector público não financeiro somou 696,5 mil milhões de kwanzas, dos quais 54,35% foram contraídos pela administração pública e os outros 45,65% pelas empresas públicas. As estatísticas apontam ainda que em comparação ao período homólogo, registou-se um crescimento de 284,29 mil milhões de kwanzas (68,96%).

No que corresponde ao endividamento do sector privado (empresas privadas e particulares), houve um aumento de 24,53%, passando de 4,44 biliões de kwanzas em Março de 2023 para 5,5 biliões de kwanzas em Março de 2024.

Neste mesmo período, o crédito bruto ao Sector Real da Economia ascendeu a 1,24 biliões de kwanzas, um acréscimo 18,01% em relação ao período correspondente do ano anterior, impulsionado principalmente pelo significativo reforço no subsector da “Indústria Transformadora”.

Apesar do aumento observado, a quota do crédito ao Sector Real na carteira total do crédito bancário diminuiu 0,65 pontos percentuais em relação ao ano anterior, situando-se nos 20,86% em Março de 2024.

O crédito concedido ao abrigo do Aviso n.º 10/2022 do BNA em Março cresceu 33,46%, ascendendo a 1,09 biliões de kwanzas relativamente ao período homólogo.

Os subsectores das indústrias transformadoras, indústrias extractivas e agricultura estão no topo dos que absorveram maior fatia, com  624,9; 316,8 e 296,8 mil milhões de kwanzas, respectivamente.

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