O Grupo Naval está disponível para celebrar contratos de fornecimento de médio e longo prazo com produtores angolanos de trigo, milho, arroz, soja e óleo bruto de palma, matérias-primas destinadas às suas unidades industriais. A intenção foi anunciada durante a primeira edição da Agritech Show, que decorreu de 1 a 4 de Outubro na Fazenda da Quiminha, no município do Cabiri, província do Icolo e Bengo.
O grupo apresentou-se no certame não como produtor agrícola, mas como comprador de referência, o chamado off-taker, capaz de garantir escoamento, transformação e valor acrescentado à produção nacional.
Segundo a empresa, as suas fábricas asseguram uma procura regular e previsível de matéria-prima, o que permitiria aos agricultores planear a produção com maior segurança.
Os contratos propostos destinam-se a produtores comerciais, cooperativas e agricultores familiares.
O trigo seria encaminhado para a moagem e o fabrico de farinha e massas alimentícias; o milho, para a indústria alimentar e de rações; o arroz, para descasque, transformação e distribuição; e a soja, para a produção de proteína destinada a rações e de óleo bruto. Já o óleo bruto de palma seguiria para refinação na Refitec.
“O produtor precisa de mais do que um comprador, precisa de um parceiro que lhe garanta mercado. É esse o nosso compromisso: transformar a produção nacional nas nossas fábricas, reduzir importações e criar uma cadeia de valor sustentável em Angola”, afirmou a administração do Grupo Naval durante o evento.
A empresa enquadra a iniciativa na sua estratégia de substituição de importações e de industrialização do agronegócio, num país que continua a depender do exterior para abastecer o mercado de cereais e óleos alimentares.
O grupo não revelou, contudo, os volumes que pretende adquirir, os preços de referência nem o número de contratos já firmados.
De acordo com os números divulgados, a feira reuniu mais de 60 expositores e cerca de 5 mil profissionais do sector.



