O yield do eurobond angolano com maturidade em Abril de 2032 fixou-se em 8,75% a 24 de Junho de 2026, segundo dados da Bloomberg, traduzindo uma melhoria sustentada na percepção de risco do país pelos investidores internacionais ao longo do último ano.
A obrigação, que tem um cupão de 8,750%, registou uma queda de 2,558% tanto na variação homóloga como desde o início do ano — ou seja, toda a descida do yield em 2026 ocorreu já no espaço dos últimos doze meses, sem oscilações relevantes anteriores a Janeiro.
Na última semana, a variação foi marginal, com uma ligeira subida de 0,169%.
Ao longo do último ano, o yield da dívida angolana oscilou entre um mínimo de 9,968% e um máximo de 11,833%, o que situa o valor actual de 8,75% abaixo do mínimo registado nesse período — um sinal de que a procura pela dívida angolana melhorou de forma notória nos últimos meses, com o mercado a exigir uma remuneração inferior para financiar o país.
Como Angola compara com a região
Entre os países africanos com obrigações activas e dados completos na tabela da Bloomberg, Angola surge com um yield intermédio: mais elevado do que o da Costa do Marfim (5,18%) e da República Democrática do Congo (6,97%), mas significativamente abaixo de emitentes como Moçambique (13,71%), Senegal (14,02%) ou Nigéria (14,07%).
A queda do yield angolano, juntamente com quedas semelhantes na Costa do Marfim (-1,992% no último ano) e na RD Congo (-7,295%), sugere uma tendência mais ampla de melhoria nas condições de financiamento externo entre alguns soberanos africanos, embora o quadro continue heterogéneo: outros países, como Moçambique, Senegal e Ruanda, registaram ligeiras subidas nos seus yields no mesmo período.



