O Banco Sol submeteu à aprovação regulatória um novo Organismo de Investimento Colectivo denominado Sol Cobertura — um Fundo de Investimento Fechado cujo objectivo é proporcionar aos investidores uma exposição estruturada a instrumentos financeiros orientados para a mitigação do risco cambial e a preservação do poder de compra.
O lançamento surge num momento de expansão da indústria de fundos de investimento em Angola. Em 2023, o activo sob gestão dos Organismos de Investimento Colectivo situou-se em 793,52 mil milhões de kwanzas, representando um crescimento de cerca de 31,79% face ao período homólogo.
As unidades de participação negociadas na BODIVA registaram, entre 2018 e 2023, um crescimento acumulado de 425,14% desde a admissão dos primeiros fundos de investimento à bolsa.
O mercado conta actualmente com diversas gestoras autorizadas pela CMC. Entre as que admitiram fundos na BODIVA, destacam-se a BFA Gestão de Activos, a BAIGEST e a Standard Gestão de Activos.
Mais recentemente, a Kassai Capital alargou o seu portefólio com os fundos Fénix, Kassai Curto Prazo e Alpha 1. Existem ainda veículos como o BNS Tundavala I, um fundo de capital de risco de subscrição particular, e o Dibata Diame I, um fundo de investimento imobiliário em fase de estruturação.
O Sol Cobertura distingue-se neste universo por se posicionar especificamente na cobertura cambial — uma categoria ainda pouco explorada no mercado angolano, que responde a uma necessidade crescente entre investidores particulares e institucionais.
O fundo aguarda autorização da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), entidade responsável pela supervisão dos organismos de investimento colectivo no país.


