Antigo ministro das Finanças português e ex-governador do Banco de Portugal é o principal orador da segunda edição de um encontro promovido pelo Banco Angolano de Investimentos, marcada para 10 de Novembro.
Mário Centeno vai proferir a intervenção principal da 2.ª Conferência Prisma Económico, que o Banco Angolano de Investimentos (BAI) realiza a 10 de Novembro, a partir das 14h00, no Hotel InterContinental, em Luanda.
Sob o lema “Nova Ordem Global — Finanças: que futuro?”, o encontro é de acesso restrito, apenas por convite. O tema da intervenção de Centeno é “Economia global, banca central e estabilidade”.
O antigo responsável pelas Finanças portuguesas presidiu ao Eurogrupo e governou o Banco de Portugal, e chega ao debate com a experiência de quem esteve dos dois lados da política económica: primeiro no Governo, depois à frente da autoridade monetária.
A escolha não é inocente. Num quadro internacional marcado pela reconfiguração das relações económicas e financeiras, o banco quer pôr em discussão o papel das instituições e o valor da estabilidade como condição para a confiança dos agentes económicos.
Em causa estão também as opções capazes de sustentar o crescimento numa ordem global ainda por definir.
Doutorado em Economia pela Universidade de Harvard, Mário Centeno fez a primeira parte da sua carreira como economista no Banco de Portugal, onde chegou a director-adjunto do Departamento de Estudos Económicos.
Em 2015 assumiu a pasta das Finanças no Governo português, que ocupou até 2020. Sob a sua tutela, Portugal registou o primeiro excedente orçamental em várias décadas e reduziu de forma significativa a dívida pública.
De 2018 a 2020 acumulou o cargo com a presidência do Eurogrupo, órgão que reúne os ministros das Finanças da zona euro. Foi logo na primeira reunião que o então comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, lhe chamou “o Ronaldo da economia portuguesa”. A alcunha acompanhou-o desde então.
Em Julho de 2020 regressou ao Banco de Portugal, desta vez como governador, função que exerceu até 2025. Durante esse período integrou o Conselho do Banco Central Europeu, num ciclo marcado pela subida da inflação e pelo endurecimento da política monetária. Actualmente dedica-se à actividade académica.



