O Departamento de Estado norte-americano mantém o nível mais grave de alerta de viagem para 11 países africanos, entre os quais a vizinha RDC. Angola surge num patamar intermédio, com cautela reforçada para Luanda.
Angola não integra a lista de 11 países africanos para os quais o Departamento de Estado dos Estados Unidos mantém o alerta de Nível 4 — “Não viajar”, o mais grave da sua escala de quatro categorias.
Segundo a base de dados de alertas de viagem do departamento, citada pela Business Insider Africa, a lista inclui, em Outubro de 2026, o Burkina Faso, a República Centro-Africana, o Tchad, a República Democrática do Congo, a Líbia, o Mali, o Níger, a Somália, o Sudão do Sul, o Sudão e o Uganda.
Angola está classificada no Nível 2 — “Exercer cautela acrescida”, com alerta emitido em Março de 2026, devido a riscos de criminalidade, saúde, agitação e minas terrestres. Para a área metropolitana de Luanda, Washington recomenda que os seus cidadãos reconsiderem a viagem, por causa da criminalidade.
Nos países do Nível 4, de acordo com Washington, as condições representam riscos potencialmente fatais, e as autoridades norte-americanas podem ter capacidade limitada, ou nula, para prestar assistência aos seus cidadãos em situações de emergência.
Os motivos variam de país para país. Entre os riscos apontados estão o terrorismo, os raptos, a criminalidade, a agitação civil, os conflitos armados e a insuficiência dos cuidados de saúde.
No caso do Sudão, o alerta destaca a guerra em curso; na Líbia, a instabilidade política e a presença de grupos armados; no Níger, a instabilidade política e de segurança. Na RDC, o aviso refere sobretudo as zonas afectadas por conflitos armados.
A classificação não significa que todo o território destes países apresente as mesmas condições, já que o nível de risco varia por região. Trata-se, além disso, de uma avaliação dirigida exclusivamente a cidadãos norte-americanos e não de uma classificação dos países mais perigosos do mundo, nem de uma proibição de viagem para outras nacionalidades.
A lista reflecte a diversidade de desafios de segurança em partes do continente, das insurreições jihadistas no Sahel e no Corno de África à guerra civil no Sudão e à instabilidade na África Central.



