A quarta operadora móvel do país inaugurou a loja-sede em Cabinda, concretizando uma expansão anunciada há quatro anos e dando o primeiro passo de uma nova fase que pretende levar a rede a todo o território.
A Africell Angola iniciou oficialmente as operações comerciais na província de Cabinda a 21 de Outubro, com a abertura da sua loja-sede no Mercado Alto das Rolas, na Avenida Dr. António Agostinho Neto, Bairro Deolinda Rodrigues.
A cerimónia juntou representantes institucionais e membros da comunidade local, num momento que a operadora quis associar à identidade cultural da província.
A chegada ao enclave não foi improvisada. Em Agosto, Hugo Augusto, director administrativo para a área de Regulação Externa, anunciou que decorriam testes de sinal de voz, dados móveis e tecnologia avançada na cidade de Cabinda e arredores.
O responsável explicou que a aposta pretende estimular a concorrência e oferecer novas alternativas de comunicação à região, adiantando que a rede contará também com ligação por satélite, fruto de um acordo com o Gabinete de Gestão Espacial Nacional.
Cabinda constava dos planos da operadora praticamente desde a entrada no mercado.
Ainda em 2022, a Africell admitia que a expansão para a província dependia da evolução das condições de partilha de infra-estruturas com outras empresas — um constrangimento que atrasou sucessivos calendários.
O passo agora dado insere-se numa estratégia mais ampla. Na FILDA 2026, a operadora anunciou ter ultrapassado os sete milhões de clientes, menos de cinco anos após o lançamento comercial, e confirmou a extensão da rede a sete novas províncias, entre as quais Cabinda, Zaire e Bié. Até aqui, a presença da Africell limitava-se a Luanda, Benguela, Huambo, Huíla e Cuanza Sul.
Detentora da licença unificada de telecomunicações desde Fevereiro de 2021, a operadora arrancou em Angola com um investimento anunciado de 150 milhões de dólares.
Com Cabinda, a Africell reforça a pressão concorrencial num mercado historicamente dominado pelos operadores incumbentes — e leva aos consumidores do enclave aquilo que mais escasseia nas telecomunicações: alternativa.



