Durante anos, Nicola Isabel dos Santos Lemos de Mvuayi esteve no centro das contas públicas angolanas, como directora nacional do Orçamento do Estado.
Hoje gere as finanças do regulador do petróleo. Administradora executiva da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), com o pelouro financeiro, foi nomeada por decreto presidencial em Fevereiro de 2024 e integra o Conselho de Administração presidido por Paulino Jerónimo. Responde também pelo capital humano, pela comunicação e pela responsabilidade social da agência.
É economista de formação, licenciada em Economia e mestre em Economia do Desenvolvimento. Iniciou a carreira em 2011 como analista financeira na ENI, hoje integrada na Azule Energy, e transitou depois para o Ministério das Finanças, onde fez o essencial do seu percurso. Entrou como economista sénior, com funções nas áreas da política fiscal, do planeamento orçamental e do desenvolvimento económico. Passou depois a chefiar o Departamento de Estudos e Estatística, responsável pela análise económica, pelas projecções fiscais e pelos dados que sustentam as decisões financeiras do Estado.
Chegou por fim à Direcção Nacional do Orçamento do Estado, onde respondia pela elaboração, gestão e execução do orçamento do País e representava o Ministério em fóruns internacionais sobre finanças públicas e orçamentos-programa.
Foi com esta bagagem que chegou à ANPG. Conhece por dentro as contas do Estado e o funcionamento das petrolíferas, dois mundos que no regulador se cruzam todos os dias.
Fora da agência, o seu nome ficou associado à afirmação das mulheres na energia. Presidiu à Muhatu Energy Angola, rede criada em 2022 para promover a participação feminina na indústria do petróleo e do gás. Durante o seu mandato, a associação consolidou-se como plataforma de mentoria e formação, em articulação com a Sonangol e a própria ANPG, antes de passar a presidência a Kátia Epalanga. O percurso valeu-lhe lugar entre as cem mulheres mais influentes de Angola.



