Angola apresentou, em Lusaka, os principais avanços registados na implementação do Corredor do Lobito, com destaque para a concessão da operação ferroviária à Lobito Atlantic Railway, o financiamento de 700 milhões de dólares, a criação da Sociedade de Desenvolvimento do Corredor do Lobito e o avanço do Plano Director.
Os dados foram apresentados durante a 2.ª Reunião Ministerial do Mecanismo de Coordenação sobre o Corredor do Lobito (Engine Room), que decorre nos dias 5 e 6 de Outubro de 2026, na capital zambiana, sob a hospitalidade do Presidente da República da Zâmbia, Hakainde Hichilema.
A delegação angolana é chefiada pelo Ministro dos Transportes, Ricardo Viegas de D’Abreu, em representação do Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, e integra também o Secretário de Estado para o Investimento Público, Ivan Emanuel Marques dos Santos.
O encontro reúne representantes de alto nível de Angola, da República Democrática do Congo e da República da Zâmbia, além de instituições financeiras internacionais e parceiros de desenvolvimento, para avaliar os progressos alcançados e definir os próximos passos para acelerar a implementação do corredor.
Entre os avanços apresentados está igualmente a entrada em funcionamento do Mecanismo de Preparação de Projectos, com o apoio do Banco Mundial, destinado a estruturar iniciativas de investimento ao longo do corredor.
O Plano Director do Corredor do Lobito identificou 144 oportunidades de projectos em dez sectores, resultantes de cerca de 1.200 interlocutores e 150 reuniões realizadas nas províncias. O conjunto das oportunidades representa um investimento indicativo superior a 12 mil milhões de dólares.
No âmbito da integração regional, Angola apresentou ainda propostas para a implantação de portos secos na Zâmbia e na República Democrática do Congo, bem como a ligação ferroviária entre Luacano e Chingola, que permitirá estabelecer uma ligação directa entre Angola e a Zâmbia.
A reunião ministerial pretende reforçar a coordenação entre os três países e os parceiros internacionais, com vista à transformação do Corredor do Lobito num eixo de desenvolvimento económico, integração regional, investimento, comércio e criação de emprego, para além da sua actual função como rota de transporte.



