O mercado de capitais angolano registou um abril de contrastes, segundo o Relatório Mensal da Comissão do Mercado de Capitais (CMC).
O volume de negociação disparou 148,98% em termos homólogos, atingindo 817,66 mil milhões de kwanzas, mas as acções das principais empresas cotadas sofreram quedas expressivas, arrastando a capitalização bolsista 6,55% para 4.408,79 mil milhões de kwanzas.
No período em análise, foram realizados 5.102 negócios, mais 25,23% face ao mês anterior, com cerca de metade do volume concentrado no Mercado de Registo de Operações sobre Valores Mobiliários (MROV).
A maior intervenção da Unidade de Gestão da Dívida Pública (UGD) no mercado secundário foi o principal factor deste crescimento, com as Obrigações do Tesouro Não Reajustáveis (OT-NR) a representarem 76,94% do volume transaccionado, equivalente a 629,10 mil milhões de kwanzas.
No que concerne às desvalorizações, a ENSA registou a maior queda com 17,61%, seguida pelo Banco Caixa Geral Angola (-16,47%), pela BODIVA (-14,06%) e pelo Banco de Fomento Angola (-11,67%). Em sentido contrário, o Banco Angolano de Investimentos (BAI) apresentou uma valorização de 1,36%.
Os dados da CMC evidenciam um mercado em crescimento operacional, ainda que fortemente sustentado por instrumentos de dívida pública, num contexto em que o segmento accionista atravessou um mês de ajustamento.



