Estudo financiado pelos EUA prepara obra de cerca de 300 milhões de dólares para abastecer minas de cobre e cobalto e mais de três milhões de habitantes na RDC e na Zâmbia.
Os Estados Unidos da América reforçam o seu envolvimento no Corredor do Lobito, a via logística que liga as regiões mineiras da República Democrática do Congo e da Zâmbia ao Porto do Lobito, através do Caminho-de-Ferro de Benguela.
A Agência de Comércio e Desenvolvimento dos Estados Unidos (USTDA) rubricou um acordo com o Grupo Anzana Electric para o financiamento de um estudo de viabilidade destinado à construção de nova capacidade hidroeléctrica e à modernização das redes de distribuição na província de Lualaba, na RDC, e na Província do Noroeste, na Zâmbia, numa iniciativa que se enquadra na aposta norte-americana nas cadeias de abastecimento de minerais estratégicos.
De acordo com a nota da agência norte-americana, as novas infra-estruturas deverão garantir um fornecimento de energia mais regular às explorações mineiras que alimentam o Corredor do Lobito, beneficiando igualmente os mais de três milhões de habitantes das duas regiões.
A USTDA não revelou o valor atribuído ao estudo. Segundo documentação do Banco Africano de Desenvolvimento, o projecto de electrificação no seu todo está avaliado em cerca de 300 milhões de dólares, montante que corresponde à totalidade da obra prevista e não ao donativo agora anunciado por Washington.
O estudo vai incidir sobre a reabilitação de centrais hidroeléctricas existentes, o aumento da capacidade de produção e a expansão da rede de distribuição. Deverá ainda identificar empresas americanas de equipamentos e engenharia com condições para participar no empreendimento e propor um modelo de financiamento capaz de atrair o investimento privado.
O director executivo da Anzana, Brian Kelly, afirmou que um fornecimento eléctrico fiável «sustenta a industrialização, impulsiona a agregação de valor local, cria empregos e fortalece as economias».
A escassez de energia é um dos principais constrangimentos à produção de cobre e cobalto nos dois países. As minas consomem grande parte da electricidade disponível, deixando muitas vezes as famílias e os pequenos negócios sem abastecimento adequado. Em várias ocasiões, as empresas mineiras têm sido obrigadas a recorrer a geradores a gasóleo, de custo elevado, ou a reduzir a produção quando a rede pública não consegue responder à procura.



