Os Estados Unidos da América vão suspender, a partir de 1 de Agosto, o atendimento rotineiro de vistos em vinte e cinco representações diplomáticas espalhadas pelo continente africano, concentrando doravante esses serviços em vinte centros regionais devidamente credenciados para o efeito.
A medida, anunciada pelo Departamento de Estado norte-americano, insere-se num vasto plano de reestruturação dos serviços consulares que Washington vem preparando há já algum tempo, com o duplo propósito de reforçar os mecanismos de triagem de segurança e de tornar mais expedito o funcionamento das suas missões diplomáticas no continente.
Segundo apurou a Líder Magazine, a decisão não implica o encerramento de nenhuma embaixada ou consulado norte-americano em África. As missões diplomáticas afectadas continuarão abertas ao público, mas deixarão de emitir vistos de rotina, tanto para imigrantes como para não-imigrantes, obrigando os requerentes a deslocarem-se até ao centro regional que lhes for designado para efeitos de entrevista e processamento do respectivo pedido.
De acordo com a lista tornada pública, ficam privados do atendimento consular de rotina os postos diplomáticos sediados em Antananarivo, na Madagáscar; Abuja, na Nigéria; Asmara, na Eritreia; Bamako, no Mali; Banjul, na Gâmbia; Brazzaville, na República do Congo; Bujumbura, no Burundi; Conacri, na Guiné; Cotonou, no Benin; e Durban, na África do Sul.
A lista prossegue com Freetown, na Serra Leoa; Gaborone, no Botsuana; Harare, no Zimbabué; Juba, no Sudão do Sul; Libreville, no Gabão; Lilongwe, no Maláui; Lusaka, na Zâmbia; Maputo, em Moçambique; Maseru, no Lesoto; Mbabane, na Suazilândia; N’Djamena, no Chade; Niamey, no Níger; Nuaquechote, na Mauritânia; Ouagadougou, no Burquina Fasso; e Windhoek, na Namíbia.
Os cidadãos oriundos destes vinte e cinco países terão de recorrer a um dos vinte centros regionais de vistos, situados em Abidjan, Accra, Adis Abeba, Cidade do Cabo, Dacar, Dar-es-Salaam, Djibuti, Joanesburgo, Campala, Kigali, Kinshasa, Lagos, Lomé, Luanda, Malabo, Monróvia, Nairobi, Port Louis, Praia e Iaundé.
Refira-se que Luanda figura entre os postos escolhidos para centro regional, mantendo a capital angolana a competência de emitir vistos não só para cidadãos angolanos como também para requerentes de países vizinhos que venham a ser-lhe atribuídos.
Fontes do Departamento de Estado justificaram a decisão afirmando tratar-se de um esforço de longa data para uniformizar a análise dos pedidos de visto em todo o continente, reforçando simultaneamente a segurança nacional norte-americana.
O mesmo comunicado sublinhou ainda que a administração do Presidente Trump prossegue uma política de contenção da despesa pública, procurando fazer coincidir o funcionamento do aparelho de Estado com os interesses do povo americano.
Acrescenta-se, por fim, que a concentração das operações consulares nos vinte centros regionais deverá permitir critérios mais uniformes de triagem, verificação e decisão sobre os processos, para além de uma maior eficiência operacional das missões diplomáticas norte-americanas espalhadas por África.



