
Com mais de sete décadas no País, a Chevron mostra que os velhos campos de Cabinda continuam a dar produção. South N’dola já extrai mais de 25 mil barris por dia e a petrolífera avalia o desenvolvimento do poço 105-4X, descoberto no mesmo bloco.
Frank Cassulo, director-geral para a África Austral, garante que o offshore angolano “ainda oferece oportunidades significativas de crescimento”.A Chevron quer tirar mais valor dos activos que já explora no offshore angolano. A estratégia passa por aproveitar as infra-estruturas existentes e desenvolver os campos maduros do Bloco 0, ao largo de Cabinda.
A garantia foi dada por Frank Cassulo, director-geral da companhia norte-americana para a África Austral, em entrevista à publicação especializada The Energy Year.Presente em Angola há mais de 70 anos, a Chevron tem interesses na exploração e produção de petróleo e gás e no projecto Angola LNG. Segundo Cassulo, a fiabilidade das operações é a base da estratégia da empresa no País.
“Esses investimentos podem não ser os mais visíveis, mas fazem a maior diferença”, afirmou, referindo-se à manutenção, à integridade dos activos e às tecnologias digitais aplicadas aos equipamentos.O gestor apresenta o projecto South N’dola, no Bloco 0, como exemplo do que ainda é possível fazer em bacias maduras.
A instalação produz mais de 25 mil barris de petróleo por dia e mais de 1,47 milhões de metros cúbicos de gás por dia.
Para isso, recorre à infra-estrutura já existente, a um projecto simplificado e a sistemas de energia solar que reduzem as emissões.Segundo Cassulo, a construção mobilizou mais de 800 trabalhadores angolanos em Cabinda, Luanda e no Cuanza Sul. Foram ainda adjudicados cerca de 175 milhões de dólares em contratos a empresas nacionais.
O responsável vê nestes números a prova do compromisso da companhia com o conteúdo local e com a formação de quadros angolanos.
A recente descoberta do poço 105-4X, no mesmo bloco, reforça a aposta. Segundo Cassulo, a empresa está a estudar formas de desenvolver o achado a partir das instalações existentes, para ganhar eficiência e acelerar a entrada em produção.
Para o gestor, a descoberta prova que as bacias maduras “ainda possuem um potencial significativo”.O gás natural continua a ser central nos planos da Chevron em Angola.
Além do Angola LNG, a petrolífera integra o Consórcio Novo Gás (New Gas Consortium), que deverá alargar a cadeia de valor do gás no País.
O projecto vai também ao encontro dos objectivos do Executivo em matéria de segurança energética e de diversificação da economia.Cassulo defende que o futuro do sector depende cada vez mais de “maneiras mais inteligentes” de rentabilizar os activos e as capacidades existentes.
Os projectos de expansão e de desenvolvimento incremental, diz, permitem aumentar a produção, melhorar a eficiência do capital e explorar recursos que, de outra forma, não seriam comercialmente viáveis.
O gestor diz também que a longa presença da empresa em Angola mostra que a parceria e a estabilidade são essenciais para atrair investimento de longo prazo. Atribui os resultados recentes à colaboração com o Governo, com a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), com os parceiros de negócio e com os fornecedores locais.
“Acreditamos que o sector offshore de Angola ainda tem um futuro promissor”, concluiu, prometendo continuar a investir com disciplina para que o País se mantenha “um produtor de energia competitivo e confiável nas próximas décadas”
.Fonte: The Energy Year



