O gás natural liquefeito que sai da fábrica do Soyo é vendido a compradores em todo o mundo, e as negociações passam por uma engenheira angolana instalada em Londres.
Tânia Silva é presidente executiva da Angola LNG Marketing (ALM), a empresa responsável pela comercialização global do GNL da Angola LNG. Tem também a seu cargo a venda dos líquidos do projecto e a gestão da frota dedicada de sete navios que leva as cargas aos clientes.
A ligação à empresa que hoje dirige vem desde o início da carreira. Começou no Departamento de Desenvolvimento de Negócios e Estratégia da Sonagás ER, então Sonangol Gás Natural, onde integrou a equipa que esteve na criação da ALM. Foi depois destacada para Londres, onde passou por várias áreas da casa. Foi analista sénior na equipa de Planeamento e Portfólio, assessora de comunicação e responsável pela saúde, segurança e ambiente, e gestora de clientes na equipa de Marketing. Ao todo, soma mais de dezoito anos no sector, quase todos no universo Sonangol.
Em 2021 regressou à petrolífera estatal para integrar a equipa do projecto do Terminal Oceânico da Barra do Dande, instalação de armazenagem de derivados destinada a assegurar as reservas estratégicas do País.
O Conselho de Administração da Sonangol confiou-lhe depois a liderança do projecto de reformulação da imagem do grupo.
Em Julho de 2022 foi nomeada directora de Activos Não Operados da Sonagás ER e presidente do Senior Review Committee, órgão consultivo do Conselho de Administração da Angola LNG, funções que manteve até assumir a liderança da ALM.
À engenharia, que estudou na Universidade de Manchester, juntou a gestão. É também licenciada em Gestão de Empresas pela Universidade Lusíada de Angola e fez uma pós-graduação em Global Business na Saïd Business School, da Universidade de Oxford.
O percurso valeu-lhe lugar na lista 25 Under 40 Energy Women Rising Stars, da Câmara Africana de Energia, que distingue as jovens profissionais que se destacam no sector energético do continente.



