Os bancos angolanos perderam posições no ranking dos 100 maiores bancos de África de 2026, divulgado esta segunda-feira pela revista pan-africana ‘African Business’.
Segundo o relatório, consultado pela Líder Magazine, o Banco BIC registou a maior queda entre as instituições nacionais, ao descer 13 lugares, enquanto o Banco Angolano de Investimentos (BAI) recuou seis posições.
O BAI continua a ser o banco angolano mais bem classificado, mas desce do 42.º para o 48.º lugar, com um capital de nível 1 de 703 milhões de dólares. Logo atrás surge o Banco de Fomento Angola (BFA), que perde duas posições, passando do 48.º para o 50.º lugar, com 645 milhões de dólares. O BIC cai do 54.º para o 67.º lugar, com 485 milhões de dólares.
Em sentido contrário, o Banco de Poupança e Crédito (BPC) estreia-se na lista, no 86.º lugar, com 356 milhões de dólares de capital. Com esta entrada, Angola passa de três para quatro bancos entre os 100 maiores do continente, apesar de os três que já constavam do ranking terem descido.
Uma descida num ano recorde
A perda de posições acontece no melhor ano de sempre para a banca africana. O capital de nível 1 somado dos 100 maiores bancos do continente cresceu 23%, para 155 mil milhões de dólares, e os activos aumentaram 16%, para 1,8 biliões de dólares.
A própria ‘African Business’ explica que a subida generalizada do capital fez com que alguns bancos caíssem na tabela mesmo tendo tido um bom ano. O valor mínimo para entrar no ranking subiu 20%, de 222 para 277 milhões de dólares, num sinal de que a concorrência ficou mais exigente.
Também pesa o efeito cambial. O ranking converte os números de cada banco para dólares, pelo que a evolução das moedas nacionais tem forte impacto nas posições. Enquanto várias moedas africanas se valorizaram em 2025, beneficiando sobretudo os bancos egípcios e nigerianos, os balanços em kwanzas tiveram menos margem para crescer em dólares.
Quem lidera
O sul-africano Standard Bank mantém o primeiro lugar, com 15,7 mil milhões de dólares de capital, e o relatório destaca Angola entre os mercados africanos que mais contribuem para os resultados do grupo.
Seguem-se o National Bank of Egypt e o marroquino Attijariwafa Bank. Os 14 primeiros lugares pertencem a apenas quatro países: África do Sul, Egipto, Marrocos e Argélia.
O ranking da ‘African Business’ baseia-se no capital de nível 1, que inclui o capital inicial, as reservas e os lucros retidos dos bancos, e é elaborado com dados do Bankers Almanac e investigação própria da revista.
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