A Empresa Nacional de Comercialização de Diamantes de Angola (SODIAM) vai colocar à venda 64 pedras especiais, todas com peso igual ou superior a 10,8 quilates. É o 18.º leilão de diamantes brutos organizado pela empresa estatal e o segundo deste ano, depois da edição realizada em Junho.
O leilão é organizado em parceria com a Trans Atlantic Gem Sales. As sessões de visualização decorrem até 8 de Outubro nos escritórios da SODIAM em Luanda. A licitação é feita apenas por via electrónica e encerra no dia seguinte, às 10h00.
Só podem participar clientes registados na base de dados da SODIAM com experiência na comercialização de pedras especiais. Este segmento de nicho é onde o valor por quilate tende a ser muito superior ao da média do mercado.
A mina do Luele, na Lunda Sul, é a maior contribuinte do leilão, com 19 pedras. Seguem-se a Catoca com 12 e a Somiluana com 10. Mussende e Kaixepa entram com seis pedras cada e o Lulo com cinco. Mutongo, Tchegi, Cacuilo, Chitotolo, Cuango e Cuilo Kwenda contribuem com uma pedra cada.
Doze produções diferentes estão representadas no lote. Isto mostra a diversidade da base produtiva nacional, que inclui explorações kimberlíticas e aluvionares.
A realização de dois leilões no mesmo ano confirma a estratégia da SODIAM de vender as pedras de maior dimensão em concorrência aberta. Nos contratos tradicionais de venda, estas pedras seriam vendidas a preços médios.
Em 2025, a empresa comercializou e exportou cerca de 17,8 milhões de quilates, no valor de aproximadamente 1,8 mil milhões USD. O preço médio foi de 101,70 USD por quilate. Com estes números, Angola é o terceiro maior produtor mundial de diamantes brutos em valor.
O leilão decorre num contexto de pressão sobre os preços internacionais dos diamantes brutos. Para o sector, os resultados desta edição serão um indicador de como o mercado olha para a produção angolana de alta gama.



