Cabo Verde é o país africano com melhor desempenho em matéria de governação em 2026, de acordo com o Índice de Governação da World Economics, instituição sediada em Londres.
O documento coloca o arquipélago no 31.º lugar a nível mundial, com 74,7 pontos numa escala de 0 a 100. Angola surge na 114.ª posição mundial, com 30,8 pontos, o que a situa no 27.º lugar entre os 47 países africanos avaliados.
O estudo, que abrange 156 países, assenta em quatro indicadores: o Estado de Direito, a liberdade de imprensa, os direitos políticos e o controlo da corrupção.
Os países são depois agrupados em cinco categorias, de A, que corresponde a “muito boa governação”, a E, “governação muito fraca”. Angola integra a categoria D, reservada aos países com governação considerada fraca.
Segundo o índice, a liberdade de imprensa constitui o indicador mais favorável ao país, com 44,3 pontos, seguindo-se os direitos políticos, com 28,6, e o controlo da corrupção, com 25,0.
O Estado de Direito, com 19,4 pontos, figura como o indicador em que Angola regista o resultado mais baixo e um dos mais modestos do continente.
Cabo Verde, caso único
Cabo-Verde é o único Estado africano classificado na categoria A. O arquipélago deve a posição, sobretudo, aos direitos políticos, indicador em que alcança 95,2 pontos, a melhor marca do continente.
Lidera igualmente em África no controlo da corrupção, com 64,5 pontos, e obtém 73,7 na liberdade de imprensa e 58,8 no Estado de Direito.
Na segunda posição africana surgem as Maurícias, 34.º lugar mundial, com 71,8 pontos, país que detém a melhor avaliação do continente no Estado de Direito. A África do Sul, 41.ª a nível mundial, com 67,1 pontos, completa o pódio e apresenta a pontuação africana mais elevada na liberdade de imprensa.
Os dez primeiros lugares do continente são completados pelo Botswana, Gana, Namíbia, Senegal, Lesoto, Malawi e Gâmbia.
Posição na região
No contexto regional, Angola fica atrás de parceiros da SADC como a Namíbia, sexta classificada em África, a Zâmbia, 12.ª, e a Tanzânia, 23.ª, mas à frente de Moçambique, da República Democrática do Congo e do Zimbabwe.
Entre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, Cabo Verde lidera destacado, seguido de Angola e de Moçambique, que ocupam posições contíguas, 27.ª e 28.ª, respectivamente. A Guiné-Bissau aparece no 38.º lugar, enquanto São Tomé e Príncipe não consta do índice.
A liderança mundial pertence à Dinamarca, com 98,6 pontos.
RANKING AFRICANO (lugar mundial e pontuação entre parênteses)
1. Cabo Verde (31.º, 74,7)
2. Maurícias (34.º, 71,8)
3. África do Sul (41.º, 67,1)
4. Botswana (42.º, 66,2)
5. Gana (46.º, 64,9)
6. Namíbia (49.º, 64,7)
7. Senegal (55.º, 57,1)
8. Lesoto (61.º, 53,8)
9. Malawi (65.º, 53,6)
10. Gâmbia (66.º, 53,5)
11. Libéria (71.º, 49,7)
12. Zâmbia (73.º, 46,7)
13. Côte d'Ivoire (76.º, 45,9)
14. Quénia (82.º, 44,9)
15. Benim (83.º, 44,6)
16. Serra Leoa (86.º, 43,8)
17. Nigéria (98.º, 38,5)
18. Mauritânia (99.º, 38,4)
19. Marrocos (101.º, 37,7)
20. Rwanda (103.º, 37,3)
21. Tunísia (104.º, 37,2)
22. Togo (105.º, 35,4)
23. Tanzânia (107.º, 34,6)
24. Gabão (110.º, 33,4)
25. Madagáscar (111.º, 33,4)
26. Comores (113.º, 31,0)
27. Angola (114.º, 30,8)
28. Moçambique (117.º, 29,1)
29. Argélia (118.º, 28,9)
30. Uganda (119.º, 28,5)
31. Etiópia (120.º, 28,1)
32. Congo (125.º, 25,9)
33. Níger (126.º, 25,9)
34. Burkina Faso (127.º, 25,0)
35. Camarões (129.º, 23,7)
36. Egipto (130.º, 23,6)
37. Guiné (131.º, 23,6)
38. Guiné-Bissau (132.º, 23,4)
39. Zimbabwe (133.º, 23,4)
40. Eswatini (134.º, 22,7)
41. Mali (135.º, 22,2)
42. República Centro-Africana (136.º, 21,8)
43. Tchad (139.º, 21,5)
44. RDC (142.º, 19,2)
45. Burundi (146.º, 18,0)
46. Líbia (150.º, 12,9)
47. Sudão (152.º, 10,6)



