O Banco Comercial do Huambo (BCH), cuja Comissão Executiva é presidida por Cristiana Azevedo Neto Lavrador, fechou o segundo trimestre do ano financeiro de 2026 com um activo de 89,26 mil milhões de Kwanzas, menos de 9% do que os 98,06 mil milhões registados no início do período, segundo o balancete trimestral preliminar da instituição, referente ao intervalo entre 1 de Abril e 30 de Junho.
A quebra foi determinada, em larga medida, pela retracção das Aplicações de Liquidez, que recuaram de 10,51 para 4,00 mil milhões de Kwanzas uma redução superior a 60%, e pelas Disponibilidades, que desceram de 15,19 para 12,57 mil milhões.
Os Títulos e Valores Mobiliários, rubrica que já concentrava a maior fatia do activo do banco, mantiveram-se praticamente estáveis, com um ligeiro reforço para 64,99 mil milhões de Kwanzas, consolidando o seu peso relativo na estrutura de balanço.
No passivo, o movimento foi ainda mais expressivo: a rubrica total baixou de 36,08 para 26,24 mil milhões de Kwanzas, uma contracção de cerca de 27%, puxada essencialmente pelos Depósitos, que caíram de 32,46 para 25,14 mil milhões.
Os Fundos Próprios, por seu lado, mostraram maior estabilidade, fixando-se em -56,46 mil milhões de Kwanzas, face aos -58,26 mil milhões apurados no trimestre anterior. A conta de Resultados prosseguiu a trajectória de reforço já visível desde o início do ano, subindo de -3,72 para -6,56 mil milhões de Kwanzas.
O segundo trimestre surge, assim, em contraciclo com o primeiro. Entre Janeiro e Março, o BCH tinha registado um crescimento do activo, de 97,24 para 98,06 mil milhões de Kwanzas, sustentado sobretudo pelo forte reforço das Aplicações de Liquidez que, nesse período, passaram de pouco mais de 2 milhões para 10,51 mil milhões e pela subida dos Títulos e Valores Mobiliários, de 58,79 para 64,64 mil milhões.
Os Depósitos já vinham, contudo, em queda desde então, tendo recuado de 34,78 para 32,46 mil milhões no primeiro trimestre, e os Fundos Próprios tinham sofrido uma deterioração assinalável, de -47,66 para -58,26 mil milhões de Kwanzas, por efeito do agravamento dos Resultados Transitados.
Fundado a 17 de Junho de 2009 e em actividade comercial desde 16 de Julho de 2010, o BCH é detido por cinco accionistas angolanos: Natalino Bastos Lavrador, accionista maioritário e Presidente do Conselho de Administração, Sebastião Lavrador, Minoru Dondo, António Mosquito e Carlos Oliveira.
Com sede na cidade do Huambo, o banco dispõe actualmente de seis agências, uma na sede e cinco na província de Luanda, e tem como vocação declarada o apoio às micro, pequenas e médias empresas e ao desenvolvimento socioeconómico das regiões centro e sul do País.
Lido em conjunto, o primeiro semestre do BCH traduz-se numa estrutura de balanço mais concentrada em Títulos e Valores Mobiliários e menos dependente de liquidez de curto prazo, com o passivo e em particular os depósitos a encolher de forma sustentada ao longo dos dois trimestres.
No fecho do período em análise, a fotografia do banco é a seguinte: activo de 89,26 mil milhões de Kwanzas, passivo de 26,24 mil milhões, Fundos Próprios de -56,46 mil milhões e uma conta de Resultados de -6,56 mil milhões, segundo dados preliminares, ainda não auditados, do BCH.



