Pegmatitos, granitos alcalinos, caulino e granada com terras raras associadas, depósitos aluvionares de ouro e estruturas com forte potencial para nióbio e tântalo. Este é o retrato mineral do Bengo revelado esta quinta-feira pelo Instituto Geológico de Angola (IGEO), durante a sessão de apresentação do Plano de Desenvolvimento do Sector Mineiro e Petrolífero, em Caxito.
Os resultados resultam de levantamentos geológicos, geoquímicos e de prospecção realizados na província, que permitiram identificar áreas com elevado potencial mineral e reforçar o conhecimento sobre os recursos existentes na região.
Quanto às terras raras, os estudos confirmaram a sua associação a pegmatitos, granitos alcalinos, caulino, mica e granada. Já as ocorrências de nióbio e tântalo foram identificadas em áreas com forte coerência geológica, reunindo condições para o avanço de estudos mais aprofundados.
Os levantamentos evidenciaram ainda a presença de ouro, ouro-polimetálico e mineralizações associadas a nióbio e tântalo (Nb-Ta), recursos apontados pelo IGEO como de elevada relevância económica e industrial. As análises identificaram estruturas geológicas favoráveis à ocorrência destes minerais em diferentes zonas da província.
No caso do ouro, foram registadas ocorrências associadas tanto a estruturas geológicas como a depósitos aluvionares, com potencial para futuras campanhas de prospecção e avaliação.
Foram também identificadas ocorrências de ouro-polimetálico, associadas a minerais como prata, bismuto, chumbo, estanho, manganês e tungsténio.



