Tokyo Sexwale, empresário bilionário e ex-activista antiapartheid sul-africano, tem sido cada vez mais associado ao debate sobre a sucessão na liderança do ANC, às vésperas da conferência do partido em 2027 e com a expectativa de que o presidente Cyril Ramaphosa deixe o cargo em 2029.
Sexwale abordou as especulações durante uma entrevista no podcast SMWX, onde respondeu a relatos que sugeriam que estruturas do ANC em KwaZulu-Natal estavam a pressionar pelo seu regresso à liderança de linha da frente do partido. O bilionário expressou relutância em se candidatar à presidência do ANC, citando os elevados riscos pessoais e políticos nas condições actuais.
No mês passado, o Mail & Guardian noticiou que Sexwale havia surgido como possível candidato para suceder Ramaphosa, com esforços internos de lobby no ANC já em andamento. Um grupo conhecido como “Tokyo/Mvela Perspective” elaborou um documento de discussão com o objectivo de estimular o debate interno sobre a sucessão. O documento argumentava que Sexwale possui as credenciais de luta, experiência em governança, integridade ética e visão estratégica para estabilizar o partido, sendo descrito como capaz de restaurar a confiança entre investidores e apoiantes do ANC, segundo o Daily Investor.
Nascido a 5 de Março de 1953, Sexwale foi preso na Robben Island pelas suas actividades contra o apartheid, ao lado de figuras como Nelson Mandela. Após as primeiras eleições democráticas de 1994, tornou-se Primeiro-Ministro da Província de Gauteng.  O empresário afirmou numa revista de negócios sul-africana que acumulou grande parte da sua fortuna ao operar uma mina de diamantes em Angola.  Fundou posteriormente a Mvelaphanda Holdings, empresa de investimento com interesses em mineração e energia, da qual é presidente executivo. O seu património é estimado em 200 milhões de dólares. 
Na vida pessoal, Sexwale casou em 2022 com Natacha da Silva, sua companheira de longa data. O casal começou a namorar em 2013, quando Da Silva tinha 22 anos e era estudante de direito e modelo. Apesar da diferença de 38 anos entre os dois, a relação manteve-se ao longo dos anos. 
O episódio surge após especulações anteriores envolvendo o bilionário Patrice Motsepe, reflectindo preocupações dentro do ANC sobre a gestão económica e o futuro domínio político do partido.



