A Revista Líder percorre, semana após semana, o panorama dos mais diversos sectores da cena económica angolana. Cada semana, um sector. Cada semana, os líderes que o movem. E esta semana, camaradas, o assunto é sério — falamos de comunicação e marca.
Agora, vamos ser francos. Durante muito tempo, em Angola, comunicação era aquela coisa que se fazia quando havia problema. Chamava-se alguém, escrevia-se um comunicado, aparecia-se na televisão com uma gravata bem posta e ficava tudo bem. Gestão de reputação? Isso era conversa de gente lá de fora. Aqui, o negócio era produção, era construção, era petróleo. A imagem ficava para depois.
Mas o tempo passou, o mercado cresceu, e Angola mudou. Hoje, qualquer empresário que se preze sabe que uma má notícia nas redes sociais pode fazer mais estrago do que uma auditoria. Sabe que a marca vale tanto quanto o produto. Sabe que comunicar bem não é luxo — é sobrevivência. E foi assim, quase sem dar por isso, que o sector da comunicação e marca foi conquistando o seu espaço na mesa das decisões.
Só que há um detalhe que não podemos ignorar — e a Revista Líder não é revista de fugir aos factos. Grande parte dos grandes nomes deste sector não são daqui. Vieram de fora. E quando dizemos de fora, há dois países que se destacam acima de todos: Portugal e o Brasil.
Os portugueses chegaram com as suas metodologias europeias, a sua história de agências com décadas, e aquela proximidade cultural que torna a entrada no mercado angolano mais fácil do que para qualquer outro estrangeiro. Os brasileiros trouxeram outra coisa — trouxeram ginga. Trouxeram criatividade, cultura de marca, uma forma de comunicar que mistura o popular com o sofisticado de um jeito que ressoa fundo na alma angolana.
Juntos, formaram o que muitos no sector chamam, em voz baixa, de tubarões. Estruturas robustas, carteiras de clientes impressionantes, experiência acumulada durante décadas. Nadar nas mesmas águas que eles não é para qualquer um.
E no entanto — e aqui é onde a história fica interessante — alguns angolanos estão a fazê-lo. Estão a nadar com os tubarões. E não estão a ser engolidos. Pelo contrário, há nomes nacionais que já se impõem neste mercado com uma autoridade que não se compra nem se importa. Construiu-se aqui, com suor angolano, com conhecimento do terreno, com aquela capacidade única de perceber o país por dentro que nenhum manual de Lisboa ou de São Paulo consegue ensinar.
Mas há ainda um outro grupo que merece ser reconhecido — e a Revista Líder faz questão de o dizer claramente. Constam deste ranking estrangeiros que já não são bem estrangeiros. São profissionais e empresas que chegaram a Angola há muitos anos, ficaram, criaram raízes, fizeram do país a sua segunda casa — e em muitos casos, a sua primeira. Investiram aqui, construíram equipas aqui, casaram aqui, tiveram filhos aqui. Para eles, Angola não é um mercado a explorar — é uma casa a defender. E essa diferença nota-se no trabalho
Para elaborar este ranking, o Team da Revista Líder não pegou numa lista e atirou uma moeda ao ar. Analisou com rigor a carteira de clientes, o desempenho financeiro, a influência de mercado, a reputação construída ao longo do tempo, a dinâmica e a solidez de cada empresa, e o poder de influência junto do meio corporativo angolano. São esses critérios — exigentes, sérios e abrangentes — que justificam cada nome que aqui figura.
E já que estamos a falar com franqueza — porque a Revista Líder sempre falou assim — há uma coisa que precisamos de dizer. Nem sempre somos compreendidos. Há quem olhe para este ranking e veja aquilo que quer ver, não aquilo que está escrito. Há quem nos acuse de fazer promoção gratuita a determinadas figuras, como se reconhecer mérito fosse um favor e não um dever jornalístico. Há quem insinue que estaríamos a servir interesses, a fazer acenos a este ou àquele, a deixar mensagens nas entrelinhas. Há, inclusivamente, quem vá mais longe nas acusações — sem provas, sem fundamento, mas com muita convicção.
A esses, a Revista Líder responde da única forma que sabe: com trabalho. Com método. Com critério. Quem está nesta lista está porque merece estar — ponto final. Não há patrocínios escondidos, não há favores a pagar, não há insinuações a fazer. Há jornalismo. E jornalismo, como a boa comunicação, não pede desculpa por dizer a verdade.
Liderança não se herda. Constrói-se. E é com esse espírito — e com a consciência tranquila de quem faz o seu trabalho com integridade — que a Revista Líder apresenta, esta semana, o seu Top Líder do sector da comunicação e marca — os dez perfis que se seguem.
Os principais players da comunicação em Angola
Deixe um comentário



