Rui Campos cumpriu três mandatos como Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Banco Keve, de 2008 a 2018, tendo sido eleito para um quarto mandato que iria até 2022. 
É um dos maiores accionistas da instituição, detendo 30,43% do capital, sendo o segundo maior accionista individual, a seguir à Spot Investimentos, com 37,41%. 
Com o aumento das investigações na Procuradoria-Geral da República acerca de casos onde o supostamente o seu nome era referenciado, saiu do país no final de 2018, sendo substituído no cargo em Dezembro de 2019 por José Pedro de Morais, antigo Ministro das Finanças. 
Foi também Presidente do Conselho de Administração da Global Seguros — Companhia Angolana de Seguros, S.A. 
Sob a sua liderança, a seguradora chegou a ser um dos cinco maiores operadores do mercado angolano, com prémios brutos na ordem dos oito mil milhões de kwanzas em 2017 e 160 colaboradores distribuídos por 14 agências em várias províncias do país. 
A empresa acabaria por entrar em colapso financeiro: a Global Seguros ficou em falência técnica, registando passivos de 21.477 milhões de kwanzas superiores aos activos de 11.202 milhões de kwanzas, com um capital próprio negativo de mais de 11 mil milhões de kwanzas e uma margem de solvência de -476%. 
A ARSEG encerrou as suas actividades por incumprimento das garantias financeiras exigidas pela legislação em vigor. 
No plano desportivo continental, Rui Campos tornou-se membro efectivo do Comité Executivo da Confederação Africana de Futebol (CAF), tendo assumido o cargo no dia 16 de Março.
Na cerimónia de homenagem realizada em sua honra, declarou que a sua primeira prioridade seria colocar Angola na agenda da CAF e que pretendia que o português passasse a ser língua de trabalho da instituição. 
Foi precisamente esta eleição que motivou a sua saída do clube que ajudou a construir. A partir de 2007/2008, sob o seu comando e do General Higino Carneiro, o Recreativo do Libolo alcançou os maiores feitos do seu longo historial.
Tendo assumido a presidência da direcção em 2008, a sua gestão resultou na conquista de quatro títulos do Girabola (2011, 2012, 2014 e 2015), três campeonatos nacionais de basquetebol (2012, 2014 e 2017) e uma Liga Africana de Basquetebol em 2014.


