A África do Sul ocupa nove dos dez primeiros lugares africanos no ranking mundial de 2026, liderado no continente pelo Nedbank. A banca domina a lista, com o Standard Bank, presente em Angola, entre os mais bem classificados.
Nenhuma empresa angolana figura entre as dez companhias africanas mais bem posicionadas no ranking World’s Best Employers 2026, da revista Forbes, segundo dados compilados pela Business Insider Africa.
A lista continental é dominada pela África do Sul, que coloca nove empresas no topo, cabendo ao Guaranty Trust Bank, da Nigéria, o único lugar fora do eixo sul-africano.
O Nedbank lidera entre as empresas africanas, ocupando a 26.ª posição a nível mundial.
Seguem-se o Standard Bank Group, em 54.º lugar, o Absa Group, em 98.º, e o FirstRand, em 104.º. O MTN Group surge na 133.ª posição, enquanto o Investec e a Sasol se encontram igualmente entre as 300 primeiras empresas da classificação global. O Guaranty Trust Bank ocupa o 277.º lugar.
A banca e os serviços financeiros representam seis das dez empresas africanas mais bem classificadas, cinco das quais sul-africanas. Completam o grupo empresas das telecomunicações, da química e matérias-primas e da saúde.
Para o mercado angolano, o destaque vai para o Standard Bank, cujo grupo opera no País através do Standard Bank de Angola. Importa, contudo, sublinhar que a Forbes avalia os grupos empresariais no seu conjunto e não as filiais em cada mercado.
A classificação do Standard Bank, tal como a do MTN, que opera em vários países africanos, não constitui por isso uma avaliação do ambiente de trabalho nas suas operações locais.
O ranking, na sua sétima edição, foi elaborado em parceria com a Statista, com base num inquérito a mais de 300 mil trabalhadores em mais de 50 países.
O estudo abrangeu multinacionais com mais de mil funcionários, resultando numa lista final de 900 empresas sediadas em 52 países.
Os inquiridos avaliaram os seus empregadores em critérios como a probabilidade de recomendarem a empresa a familiares e amigos, os benefícios oferecidos, o desenvolvimento de talento, o ambiente de trabalho e as oportunidades de formação. Puderam ainda classificar antigos empregadores dos últimos dois anos e empresas que conheciam através do sector ou das suas redes pessoais.
A metodologia ajuda a explicar a ausência angolana. O ranking não resulta de um estudo dedicado a África, mas da classificação global, centrada em grandes multinacionais com actividade internacional. Trata-se de um perfil em que a África do Sul leva vantagem, graças a um dos tecidos empresariais e financeiros formais mais consolidados do continente, com grupos de dimensão regional.
Os resultados reflectem, assim, a percepção dos trabalhadores sobre um universo restrito de grandes empregadores, e não uma avaliação abrangente da cultura laboral em África. Para as empresas angolanas, o desafio passa menos pela qualidade do ambiente de trabalho e mais pela escala e projecção internacional necessárias para entrar no radar destes rankings.
Fonte: Business Insider Africa



