
A DF Holding destituiu Romy Castel, filha de Pierre Castel, fundador e dono do grupo, dos cargos de administradora nas três sociedades que encabeçam o negócio do grupo francês em África, incluindo a holding angolana.
É o terceiro afastamento em pouco mais de quatro meses.A DF Holding, sociedade com sede no Luxemburgo e accionista do Grupo Castel, anunciou a destituição de Romy Castel, filha do fundador e proprietário do grupo, Pierre Castel, num comunicado enviado à Líder Magazine. Romy Castel deixa os mandatos de administradora na BIH (Brasseries Internationales Holding Ltd.), na BIH Angola (Brasseries Internationales Holding (Angola) Ltd.) e na BGI (Brasseries et Glacières Internationales). Estas três empresas estão no topo do pólo Castel África.
A decisão foi tomada em assembleias gerais realizadas a 3 de Novembro. No comunicado, o Conselho de Administração da DF Holding afirma que Romy Castel teve um comportamento que “deixou de estar alinhado com os interesses das sociedades
“. A administração diz ter decidido “após uma análise aprofundada da situação” e que a medida se impunha “em defesa do interesse social” das entidades e das suas partes interessadas.O afastamento não é caso isolado. Romy Castel já tinha sido destituída da administração da Castel Vins, a 26 de Junho, e da Somdia, a 30 de Junho. Os administradores da DF Holding fazem a ligação entre os três casos e sustentam que, tal como nessas ocasiões, “deixaram de estar reunidas as condições de confiança e cooperação necessárias ao exercício dos seus mandatos”.
No mesmo documento, a DF Holding declara um compromisso “pleno e incondicional” com o desenvolvimento das três sociedades. Promete-lhes uma governação “estável, eficaz e alinhada com os valores do Grupo Castel”, ao serviço dos trabalhadores, dos parceiros e dos países onde o grupo opera.
Em Angola, o grupo actua através da BIH Angola e lidera o mercado de bebidas. Opera dez fábricas espalhadas pelo país e emprega mais de 7000 trabalhadores. No portefólio de cervejas contam-se as marcas nacionais Cuca, Nocal, Eka, N’gola, Doppel, Soba Catumbela, 33 e Cobeje. Produz ainda a sidra Booster, a Pepsi-Cola e, desde Abril, a Heineken, esta ao abrigo de um acordo de licenciamento.
O comunicado não esclarece que comportamento concreto motivou a decisão. Também não indica quem vai ocupar os lugares deixados vagos nos conselhos de administração.



