Base logística de Luanda, que serve mais de 60% da produção petrolífera nacional, prevê manter o ritmo de crescimento com os projectos Ndungu, Kaminho e Greater PAJ. Investimento em equipamento prolonga-se até 2028.
O volume de contentores movimentado pela Sonangol Integrated Logistic Services (SONILS) mais que duplicou no último ano, face ao mesmo período do ano anterior. A produtividade operacional da base cresceu mais de 50%. Os números reflectem o novo ciclo de investimento no upstream angolano.
Os dados foram avançados pela directora-geral da empresa, Anabela Marcos, em entrevista à publicação especializada The Energy Year. “Estamos a fazer mais, a fazer melhor e a fazer com mais segurança”, afirmou a gestora.
Acrescentou que a empresa reduziu “significativamente” o número de incidentes e manteve o registo sem acidentes com afastamento.
A SONILS opera a base de apoio onshore de Luanda, que serve a indústria petrolífera nacional. A base presta serviços de logística, armazenagem, movimentação de cargas, içamento de cargas pesadas, apoio à fabricação e mobilização de embarcações.
Por esta infra-estrutura passa o apoio a mais de 60% da produção diária de petróleo do País.
Segundo a responsável, o actual ciclo de investimento está a aumentar o volume de actividade e também a mudar o tipo de procura. “Os projectos estão a tornar-se mais longos e complexos, exigindo uma resposta logística muito mais integrada”, explicou. A procura por içamento, carregamento, estocagem e mobilização de campanhas offshore está a crescer.
O projecto Agogo é apontado como exemplo desta evolução. Foi nele que a SONILS realizou a sua primeira operação de transbordo de dutos flexíveis.
Anabela Marcos destacou ainda a maior continuidade da actividade. Os grandes projectos decorrem em paralelo com programas de perfuração, completação, workover e intervenção em poços. Isto dá à empresa maior visibilidade sobre a procura futura. “Com projectos como Ndungu, Kaminho e Greater PAJ, esperamos que este ritmo continue”, referiu.
Para responder ao aumento da actividade, a empresa reforçou a frota operacional. Adquiriu guindastes com capacidade até 350 toneladas, manipuladores de contentores, uma nova geração de empilhadores (incluindo unidades eléctricas) e equipamento dedicado ao manuseamento de tubos. O programa de investimento prolonga-se até 2028. A empresa não revelou os montantes envolvidos.
O plano inclui também a digitalização das operações, o reforço da energia solar e a redução da dependência de geradores. A formação de quadros passa pelo Centro de Excelência da base. Cerca de 99% da força de trabalho da SONILS é angolana.
A médio prazo, a empresa pretende estender a sua experiência à Namíbia, onde a Bacia de Orange está em rápido desenvolvimento.
A gestora admite a criação de um corredor logístico de energia entre os dois países. Para já, não foram anunciados contratos nem parceiros concretos. A directora-geral sublinhou que a expansão regional terá de ser “selectiva e comercialmente viável”, e feita em parceria com empresas locais.



