O ouro atravessa, esta terça-feira, dia 8 de Setembro, uma sessão de sinal trocado, espremido entre duas forças de sentido oposto. Por um lado, a valorização do crude está a empurrar para cima as yields da dívida soberana, o que constitui um travão típico ao metal precioso. Por outro, a fraqueza do dólar vem atenuar parte dessa pressão, segurando as cotações perto da estabilidade.
O metal amarelo cede agora 0,02%, para os 4403,370 dólares por onça, enquanto a prata soma 0,22%, para os 66,305 dólares por onça.
No mercado, os operadores mantêm o olhar fixo nos riscos inflacionistas associados às perturbações prolongadas no fornecimento de energia através do Estreito de Ormuz. Este cenário está a alimentar apostas de que a Reserva Federal norte-americana possa subir as taxas de juro já na próxima semana — uma hipótese que os mercados colocam agora numa probabilidade próxima dos 60%.
Uma postura mais restritiva por parte do banco central norte-americano tende a penalizar o ouro, activo que, por definição, não paga juros. Neste contexto, os dados sobre os preços no consumidor e no produtor dos EUA, aguardados ainda esta semana, ganham particular relevância enquanto termómetro daquilo que a Fed poderá decidir na reunião de política monetária marcada para os dias 14 e 15 de Setembro.
“Os preços mais elevados do petróleo mantêm acesas as preocupações com a inflação, pelo que os indicadores desta semana sobre o PPI e o CPI norte-americanos serão decisivos para perceber se as yields prosseguem a escalada ou se acabam por recuar”, afirmou à Bloomberg Christopher Wong, analista do Oversea-Chinese Banking Corp.



