A Endiama e a Sonangol figuram entre as próximas empresas públicas a serem privatizadas através de oferta pública de acções (IPO) na bolsa de Luanda.
O Governo angolano tem o processo de privatizações enquadrado num cronograma que segue a operação da UNITEL, perspectivada como a maior oferta de acções até ao momento na bolsa.
A privatização da UNITEL deverá superar o IPO do BFA realizado no ano passado, que avaliou o banco em aproximadamente 700 milhões de euros, estabelecendo um marco significativo no mercado de capitais angolano.
Antes do BFA, o BAI — actualmente o maior banco em Angola — levantou aproximadamente 37,5 milhões de euros em 2022 com a venda de 10% do seu capital. A operação avaliou o banco em cerca de 375 milhões de euros, constituindo a primeira grande privatização através da bolsa.
A Endiama, responsável pela exploração de diamantes em Angola, está prevista para entrar em bolsa nos próximos anos. A operação deverá representar uma oportunidade significativa para capitalizar a indústria diamantífera angolana através dos mercados de capitais.
A Sonangol, empresa estatal responsável pelo sector petrolífero angolano, figura igualmente no cronograma de privatizações do Governo. A operação será uma das maiores do sector energético africano, dada a magnitude dos activos e das operações da empresa.
O Governo angolano tem apresentado a estratégia de privatizações como fundamental para a atracção de investimento privado e para a modernização de empresas públicas. As operações de IPO possibilitam o financiamento de projectos de expansão e permitem que accionistas privados participem na propriedade e gestão das empresas.
A bolsa de Luanda tem registado uma evolução significativa desde a realização dos primeiros IPOs de grandes empresas. A presença de novas empresas nos mercados públicos de capitais é apresentada como um factor de desenvolvimento do mercado e de afirmação de Angola como centro financeiro da região.



