Os Eurobonds de Angola registaram uma variação cambial de -2,725% ao longo de um ano, conforme dados de mercado divulgados pela Bloomberg.
O título apresenta um yield de 8,58% e um cupão de 8,750%, com maturidade fixada para 7 de Abril de 2032.
O nível de rendimento exigido pelos mercados internacionais para os Eurobonds angolanos posiciona o país num patamar de risco moderado a elevado em relação às outras economias africanas.
A Costa do Marfim oferece um yield de 5,18%, Senegal de 13,85% e Ruanda de 6,53%.
A depreciação cambial de -2,725% registada em Angola é superior à da Costa do Marfim (-1,993%) e Senegal (-0,139%), mas inferior à da República Democrática do Congo (-7,046%), Nigéria (-3,592%) e significativamente inferior à da Etiópia (-48,110%).
Entre os países africanos tabelados pela Bloomberg, Ruanda apresenta a melhor performance com variação de apenas +0,012% num período de um ano. Gana regista o yield mais elevado do continente, em 19,58%, seguido de Angola e Nigéria, ambos com cupões acima de 8%.
Os dados de mercado indicam que os investidores internacionais exigem uma compensação significativa pelo risco associado aos Eurobonds angolanos. A diferença de 3,4 pontos percentuais entre o yield de Angola (8,58%) e o da Costa do Marfim (5,18%) reflecte uma avaliação de risco materialmente mais elevada para o país.
A Bloomberg, que fornece os dados de mercado analisados, utiliza informação de operações cambiais agregadas para determinar yields de referência. Os dados comparam o desempenho de Eurobonds de maturidades e emissores diversos ao longo de diferentes períodos.
Vários países africanos não possuem Eurobonds em circulação conforme dados consultados. Gabão, Quénia, Namíbia, Seychelles e Zâmbia não apresentam registos tabelados de operações cambiais no período analisado.



