A Refinaria de Cabinda concretizou a sua primeira exportação de óleo combustível pesado (HFO), num total de 17.311 barris — um marco que sinaliza a plena operacionalização desta unidade petrolífera no Norte do país.
O director de Indústria, Marcos Campelo, explicou em entrevista ao Jornal de Angola que o HFO é um derivado do petróleo utilizado em navios, centrais termoeléctricas e indústrias, e que a sua exportação respondeu a compromissos comerciais já estabelecidos com parceiros internacionais. “Esta é uma prática corrente em refinarias de referência à escala global”, afirmou.
A operação confirma a robustez da infraestrutura logística da Refinaria nos sistemas de recepção, armazenamento e manuseamento de produtos, integrando-se num calendário técnico cuidadosamente estruturado. Os efeitos da unidade estendem-se a sectores estratégicos da economia nacional. No sector marítimo, a disponibilidade de HFO em território nacional reforça a competitividade dos portos angolanos como hubs regionais de abastecimento. No sector energético, a produção doméstica aumenta a previsibilidade do abastecimento e reduz a exposição a choques externos. No sector industrial, estimula o desenvolvimento de cadeias de valor locais e atrai investimento.
A Refinaria produz gasóleo e Jet Fuel para o mercado interno, enquanto o HFO e a nafta se destinam à exportação — uma estratégia que equilibra necessidades nacionais com oportunidades no mercado externo, posicionando a unidade como um activo de alcance regional.
“Angola está a construir, de forma deliberada, um ecossistema de refinação com capacidade para influenciar positivamente toda a região”, concluiu Marcos Campelo, Director de Indústria da Refinaria de Cabinda.



