A posição foi reiterada pelo ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, durante a inauguração do entreposto do Dombe Grande, que integra uma fábrica de processamento de tomate. Em Benguela, garantiu que a segurança alimentar nacional é uma prioridade estratégica, defendendo maior envolvimento do empresariado nacional na industrialização da produção agrícola.
O governante sublinhou a necessidade de reduzir perdas agrícolas, como mangas e ananases que se deterioram, através do processamento, conservação e agregação de valor, alinhando produção agrícola e indústria. Reforçou ainda que o Executivo, sob liderança do Presidente João Lourenço, tem criado incentivos e acesso facilitado ao crédito para produtores nacionais.
Entre os instrumentos de financiamento e apoio destacados estão o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA), o Fundo Activo de Capital de Risco Angolano (FACRA) e outros operadores privados do sistema financeiro, essenciais para viabilizar investimentos produtivos e promover consórcios entre cooperativas, produtores e empresários.
O projecto de Dombe Grande foi apontado como marco da política de industrialização e diversificação económica, com impacto directo na criação de emprego, valorização dos produtores locais e dinamização da economia de Benguela. A unidade enquadra-se no Plano de Desenvolvimento Industrial de Angola (PDA 2025), que visa reduzir importações, aumentar a produção nacional com maior valor local, reforçar a competitividade industrial e gerar empregos, com foco em jovens e mulheres.
Por fim, o ministro salientou que a industrialização é uma estratégia de soberania económica, permitindo estabilizar preços, garantir abastecimento regular de alimentos essenciais e reduzir a dependência externa, felicitando trabalhadores e parceiros institucionais pelo contributo para a segurança alimentar do país.


