A UNITEL anunciou hoje o início oficial da negociação das suas acções na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), um marco histórico que se segue ao sucesso da Oferta Pública de Venda (OPV) realizada pela operadora de telecomunicações.

A cerimónia, marcada pelo tradicional toque do sino, simbolizou o arranque desta nova fase para a empresa, que passa a integrar o grupo de sociedades cotadas no mercado de capitais angolano.
No entanto, a véspera desta data histórica ficou marcada por um grave incidente: por volta das 02h20 de ontem, terça-feira, 28 de Julho, a UNITEL foi alvo de um ataque cibernético à sua infra-estrutura tecnológica, que paralisou os serviços de voz, dados móveis e acesso à Internet em todo o território nacional, afectando cerca de 20,8 milhões de clientes, entre particulares e empresas. Várias empresas dependentes dos serviços da operadora, sobretudo nos sectores da restauração e do transporte por aplicativo, reportaram dificuldades em manter as suas operações.

Em comunicado, a UNITEL confirmou o incidente e informou que activou de imediato os mecanismos de resposta e contenção previstos, mobilizando as suas equipas técnicas e de cibersegurança para mitigar os efeitos do ataque e assegurar a reposição integral dos serviços, que permaneceram condicionados durante o dia.
A operadora não revelou, até ao momento, a origem do ataque nem a natureza exacta da acção cibernética.
O incidente surge poucos dias depois de a UNITEL já ter registado uma falha generalizada na rede, o que tem levantado novas questões sobre a resiliência da infra-estrutura tecnológica da empresa — precisamente na semana em que a operadora conquistava maior visibilidade pública com a sua entrada em bolsa.

Em comunicado, a UNITEL sublinhou que este passo reforça o seu compromisso com a transparência e a boa governação corporativa, além de representar um contributo significativo para o desenvolvimento do mercado de capitais em Angola.
A entrada em bolsa da UNITEL é vista como um sinal positivo para o fortalecimento da BODIVA e para o dinamismo do sector financeiro angolano, podendo abrir caminho a novas operações semelhantes por parte de outras grandes empresas do país.



