O Banco Angolano de Investimentos (BAI) deixou de ser o único banco nacional a financiar a Sonangol.
Desde 2019 que a petrolífera estatal dependia exclusivamente desta instituição para este tipo de operações, mas esse cenário mudou.
A quebra da exclusividade do BAI ficou marcada, em 2025, pela entrada do Banco de Comércio e Indústria (BCI) e do Banco Keve no leque de instituições que concedem crédito à Sonangol.
No total, os dois bancos já emprestaram cerca de 70 milhões de dólares à empresa.
A lista de bancos nacionais envolvidos no financiamento da petrolífera estatal inclui ainda o Banco Sol, o Banco de Fomento Angola (BFA) e o Millennium Atlântico.
Segundo dados divulgados recentemente, estas três instituições integram, ao lado do BAI, um empréstimo sindicado à Sonangol no valor global de 2,65 mil milhões de dólares, contraído junto de um consórcio de bancos nacionais e estrangeiros — entre os quais o Standard Bank, a Société Générale, o ABSA e o First Abu Dhabi Bank — destinado a financiar despesas operacionais e investimentos de capital da empresa.
Neste acordo, a participação dos bancos angolanos totaliza 105 milhões de dólares, repartidos entre o BFA (35 milhões), o Millennium Atlântico (30 milhões), o BAI (30 milhões) e o Banco Sol (15 milhões), com reembolsos mensais e pagamento de juros ao longo de sete anos.
A entrada de novas instituições no grupo de bancos que financiam a Sonangol surge assim como um sinal de abertura da petrolífera estatal a mais parceiros bancários nacionais, alargando uma relação de financiamento que, até 2019, esteve concentrada num único banco.



