As grandes empresas do sector petrolífero mundial estão a acelerar a diversificação geográfica das suas operações, reduzindo a dependência do Médio Oriente e apostando em novas fronteiras de exploração, nomeadamente em África e na América do Sul. A tendência é avançada pelo Wall Street Journal.
A Exxon Mobil apresentou recentemente um plano para investir até 24 mil milhões de dólares em campos petrolíferos em águas profundas da Nigéria.
A Chevron expandiu a sua presença na Venezuela, enquanto a BP adquiriu participações em campos petrolíferos ao largo da costa da Namíbia. A TotalEnergies, por sua vez, assinou um acordo de exploração com a Turquia.
Segundo estimativas da consultora Wood Mackenzie, citada pelo mesmo jornal, estas novas explorações poderão gerar, em conjunto, até 120 mil milhões de dólares em valor para as grandes petrolíferas.
Parte destes investimentos está a ser financiada com os lucros extraordinários que as empresas do sector têm registado na sequência da guerra no Irão, que fez disparar o preço do crude.
“Nunca subestime o entusiasmo das pessoas que estão a explorar novas oportunidades. Elas dizem: ‘Caramba, não seria fantástico se pudéssemos fazer isto ou aquilo?’ Agora têm o dinheiro para o fazer”, afirmou ao Wall Street Journal Edward Chow, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais e antigo executivo da Chevron.


