Quem o diz é Haim Taib, Presidente do Grupo Mitrelli e do Instituto Israel-África.
Falando na Conferência sobre Previsões da Calcalist na semana passada, o empresário lançou uma forte mensagem sobre as oportunidades iminentes em África e lamentou a falta de presença de Israel no continente “berço”.
Taib pediu aos investidores que se juntassem a uma plataforma de investimento de US$ 1 bilhão que criado em parceria com o Fundo Soberano de Angola.
“Até 2050, uma em cada quatro pessoas no mundo será africana, e quase uma em cada duas crianças em todo o mundo viverá em África. Isso não é apenas demografia, é economia. É consumo, e é o futuro”, disse o empresário israelita.
De acordo com Taib, o Fundo Monetário Internacional estima que a economia africana ultrapassará US$ 3 trilhões já em 2026, tornando o continente um destino estratégico que deve ser colocado firmemente na agenda dos grandes investidores e empreendedores israelitas.
De uma perspectiva geopolítica, Taib emitiu um forte aviso de que Israel está a perder a sua posição em África devido à mudança de prioridades e à ausência de uma estratégia de longo prazo.
Na sua visão, os Emirados Árabes Unidos são agora o maior investidor do continente, juntamente com investimentos crescentes da UE, dos EUA e da China.
O apelo de Taib aos investidores e empreendedores israelitas é baseado nos seus 34 anos de experiência em África, tendo destacado os projectos liderados pela Mitrelli em Angola – um país que estabeleceu uma infraestrutura moderna após uma longa e devastadora guerra civil.
“Ao longo dos anos, conectamos aproximadamente 15 milhões de pessoas a serviços de saúde modernos em África e mais de 1,6 milhão de pessoas à rede eléctrica”, observou.
Destacou ainda o projecto Aldeia Nova, lançado em 2003, que criou mais de 40.000 empregos, bem como o desenvolvimento de 17 novas cidades que agora são o lar de mais de 140.000 moradores.
Haim Taib apelou ao Estado de Israel para que forneça protecções de investimento, incentivos e apoio diplomático para permitir que as empresas israelitas tenham sucesso em África e encerrou a sua intervenção com uma citação de Nelson Mandela:
“Sempre parece impossível – até que seja feito.”


