O Governo dos Estados Unidos da América passou a exigir o pagamento de uma caução que pode atingir os 15.000 dólares aos cidadãos de Angola e Cabo Verde que pretendam solicitar vistos de turismo ou negócios (B1/B2), a partir de 21 de janeiro.
A medida insere-se numa lista actualizada de países abrangidos por novas exigências migratórias, onde já constavam a Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.
No caso de Cabo Verde, a caução será definida durante a entrevista de visto, sendo reembolsada caso o requerente cumpra todas as condições impostas pelas autoridades migratórias norte-americanas.
A Embaixada dos EUA esclareceu ainda que os vistos B1/B2 já emitidos mantêm-se válidos e não são afectados por esta decisão.
A representação diplomática sublinhou igualmente que o pagamento da caução não constitui garantia de concessão do visto, reforçando que todos os pedidos continuarão a ser analisados individualmente, de acordo com a legislação em vigor.
Esta medida integra um conjunto de políticas adoptadas pela administração do Presidente Donald Trump, com o objectivo de reforçar os critérios de entrada nos Estados Unidos, incluindo a obrigatoriedade de entrevistas presenciais para todos os cidadãos que necessitem de visto.
Apesar das novas restrições, as remessas enviadas pelos emigrantes cabo-verdianos continuam a desempenhar um papel fundamental na economia do país, tendo registado valores recorde em 2024.


