Warren Buffet anunciou no mês de maio do ano passado que se iria afastar da liderança diária do seu império, a Berkeshire Hathaway, no arranque do ano de 2026, passando então o testemunho ao canadiano Greb Abel, de 63 anos.
Mas nem mesmo assim o milionário deixa completamente os negócios: mantêm-se como chairman e conselheiro, enquanto a vida o permitir.
O investidor que detém atualmente um património de 149 mil milhões de dólares – a sua parcela valia 154 mil milhões de dólares, cerca de 131 mil milhões de euros, em fevereiro de 2025 – está entre os 10 homens mais ricos do mundo.
Em 2015, a Forbes Internacional avaliava a sua riqueza em 60 mil milhões de dólares (51,1 mil milhões de euros), tem do esta mais do que duplicado em apenas dez anos.
Dele dizem ter o toque de Midas: as ações da sua empresa de investimento Berkeshire valorizaram cerca de 5.439.170% em seis décadas, sendo que o índice S&P 500 apenas valorizou 37.309%, segundo as contas da Forbes Brasil.
É conhecido como Oráculo de Omaha, cidade na qual ainda vive, no Nebraska, na mesma casa que comprou em 1958 por 31 mil dólares.
Filho de um congressista norte-americano, controla a Berkshire desde 1965, acompanhado por Charles Munger, tendo transformando o pequeno negócio têxtil numa das companhias mais valiosas do mundo: posiciona-se hoje na 11º posição das maiores capitalizações bolsistas, ultrapassando um bilião de dólares (cerca de 855 mil milhões de euros).
A companhia é dona de várias empresas como a seguradora Geico, a Duracell ou a rede de restaurantes Dairy Queen. O investidor vendeu o ano passado a totalidade das suas ações da fabricante chinesa de veículos elétricos, BYD, com um ganho de 4.000%, cerca de 17 anos após ter realizado o primeiro investimento na companhia asiática.
Warren Buffet é também um dos maiores filantropos do mundo. A revista Forbes coloca-o na primeira posição da sua lista anual dos mais generosos, com um total de 62 mil milhões de dólares doados ao longo da sua vida. Em 2010, uniu-se a Bill Gate, na sua Giving Pledge, pedindo a vários bilionários que doassem pelo menos metade das suas fortunas para causas humanitárias.


