África prepara-se para receber o seu novo edifício mais alto: a Tour F, com 421 metros, em Abidjan, Costa do Marfim.
Projectado pelo arquiteto marfinense-libanês Pierre Fakhoury, o arranha-céus de 64 pisos ultrapassará o atual recordista, a Iconic Tower do Egipto, por menos de 30 metros.
Esta sexta torre do distrito administrativo de Abidjan (após as Tours A a E, todas inauguradas no início da década de 1980) faz parte dos planos de desenvolvimento urbano da cidade há mais de 50 anos.
No entanto, a Costa do Marfim viveu grande instabilidade política nesse período, incluindo guerras civis em 2002 e 2010. Assim, embora os planos inclinados da fachada de vidro evoquem uma máscara africana estilizada, o simbolismo do edifício vai muito além disso.
A necessidade de um arranha-céus “supertall” numa cidade cuja densidade populacional é cerca de um quarto da de Nova Iorque é discutível.
Mas os arranha-céus não são apenas sobre área útil. Este poderá projetar uma mensagem de estabilidade para investidores e para o exterior.
Estão previstos outros projetos transformadores em Abidjan, incluindo um sistema de transporte rápido a abrir em 2028. Uma futura autoestrada de mil quilómetros, ligando a Costa do Marfim à Nigéria (via as capitais do Gana, Benim e Togo), reforça o potencial económico do chamado “Corredor Abidjan–Lagos”.


