A TIS, consultora tecnológica e de negócios, alerta que a ausência de políticas claras de resiliência, governação e recuperação de dados pode expor as empresas a paragens operacionais, perdas financeiras significativas e falhas de conformidade.
Segundo a empresa, a soberania de dados tornou-se um factor determinante para a competitividade e continuidade do negócio, sobretudo num contexto de crescente digitalização.
“A soberania de dados é hoje uma questão de competitividade e de resiliência operacional. Quando uma empresa não controla onde estão os seus dados e como podem ser recuperados, arrisca-se a paragens prolongadas, perda de informação estratégica e custos elevados”, afirma Willian de Oliveira, CEO da TIS.
Com a modernização tecnológica, os dados operacionais passaram a ser tão críticos quanto as infra-estruturas físicas. Embora os sistemas digitais proporcionem ganhos de eficiência, aumentam também a exposição a riscos técnicos e operacionais. Em ambientes industriais, falhas no acesso ou na recuperação de dados podem interromper linhas de produção, provocar paragens em plataformas e comprometer o fornecimento de serviços essenciais.
A consultora destaca que empresas dependentes de fornecedores externos, sem garantias contratuais sólidas sobre continuidade de serviço e recuperação de dados, enfrentam riscos acrescidos de perda de soberania. A situação torna-se ainda mais complexa quando o tráfego digital é processado fora do país, regressando depois aos utilizadores finais, o que pode introduzir latência adicional, dependência de conectividade internacional e maior vulnerabilidade a interrupções.
Nos contextos industriais, a latência e o tempo de recuperação têm impacto directo nos resultados financeiros. Atrasos de segundos ou minutos podem traduzir-se em perdas significativas quando afectam sistemas de automação, controlo industrial ou análise em tempo real. Por isso, a TIS defende que a gestão de dados deve ser tratada como uma prioridade executiva, integrando métricas técnicas com impacto económico e operacional.
Roteiro para reforçar a governação de dados industriais
Para reduzir a exposição ao risco e reforçar a resiliência operacional, a TIS identifica quatro áreas prioritárias:
Disponibilidade: Definir níveis mínimos de disponibilidade para aplicações críticas, monitorizar falhas e tempos de recuperação, e assegurar redundância entre centros de dados para evitar pontos únicos de falha.
Recuperação: Estabelecer objectivos claros de tempo e ponto de recuperação, ajustados à criticidade de cada operação, e testar regularmente os planos de continuidade.
Latência: Determinar limites aceitáveis por tipo de aplicação e monitorizar o desempenho das redes, garantindo tempos de resposta compatíveis com sistemas industriais e de automação.
Custo total de operação: Avaliar investimentos tecnológicos considerando não apenas o custo de infra-estrutura ou cloud, mas também o impacto financeiro de eventuais paragens e perdas operacionais.


