A Eco Atlantic Oil & Gas — cotada em Londres (LON: ECO) e Toronto (TSX: EOG) — concluiu com sucesso uma transacção de farm out com a BP nas licenças de exploração PEL 97, PEL 99 e PEL 100, todas situadas na Bacia de Walvis, ao largo da costa da Namíbia.
Com este acordo, a bp posiciona-se ao lado da Chevron como as duas grandes supermajors com exposição directa à exploração desta bacia, numa altura em que campanhas de perfuração exploratória estão previstas para ainda este ano.
A operação insere-se numa vaga crescente de interesse das maiores petrolíferas mundiais na Namíbia.
Em Fevereiro de 2026, a Petrobras anunciou a aquisição de 42,5% de uma concessão para explorar hidrocarbonetos em águas profundas na Namíbia, numa operação realizada em conjunto com a TotalEnergies , especificamente na licença PEL 104 — adjacente ao bloco PEL 102 detido pela Stamper Oil and Gas Corp.
A BP torna-se assim a segunda grande major a entrar na Namíbia em menos de três meses.
Com atenção voltada para a Bacia de Walvis, a Stamper Oil and Gas Corp. (TSXV: STMP | US OTC: STMGF | Alemanha: TMP0) detém uma participação de 5% em cada uma das licenças PEL 106 e PEL 98 — posição que considera estratégica dado o potencial que atribui à região, que acredita poder tornar-se a mais produtiva em petróleo e gás de toda a costa da Namíbia.
O entusiasmo das majors tem fundamento geológico sólido. As empresas petrolíferas que procuram reabastecer as suas reservas têm migrado para a Namíbia depois de uma série de descobertas de grande visibilidade ter mostrado que o país africano poderá tornar-se um dos 15 maiores produtores de petróleo na próxima década. 
A Namíbia não tem ainda produção de hidrocarbonetos, preparando-se para o primeiro petróleo em 2029.  Entre as descobertas que colocaram o país no mapa energético mundial, destaca-se o campo de Mopane, operado pela Galp, que poderá conter o equivalente a pelo menos 10 mil milhões de barris de petróleo e gás, numa das mais significativas descobertas da história recente da indústria. 
A TotalEnergies, por sua vez, aguarda uma decisão final de investimento para o campo Venus em 2026, com um plano de desenvolvimento que inclui um navio FPSO com capacidade para 160 mil barris diários, podendo a produção arrancar até 2030. 
A sucessão de movimentos protagonizados por gigantes como BP, Chevron, Petrobras, TotalEnergies e Galp na costa namibiana reflecte uma convicção crescente sobre o potencial geológico da região, que se afirma como uma das mais promissoras fronteiras exploratórias do continente africano e, possivelmente, do mundo.


