A Câmara de Comércio e Indústria de Gás, Petróleo e Minérios de Angola (CCIGPMA) tem uma nova liderança. A escolha recaiu sobre Isabel Fonseca, até então diretora executiva da entidade criada em 2024, que quer transformar a Câmara “no principal motor de competitividade das indústrias extrativas” do país.
De acordo com a CCIGPMA, a “transição de Isabel Fonseca não representa apenas uma sucessão administrativa, mas uma evolução estratégica”, com a responsabilidade de iniciar “um processo profundo de modernização e rigor técnico”.
A nomeação da nova presidente foi decidida por unanimidade, estando a apresentação do novo Roteiro Estratégico 2026-2027 a associados e parceiros institucionais nas primeiras páginas da sua agenda.
“Agora, com mandato presidencial, a sua missão expande-se para a consolidação da Câmara como o principal órgão de influência sistêmica e diplomacia económica no setor das indústrias extrativas”, acrescenta a associação empresarial numa nota publicada nas redes sociais.
Do lado da nova presidência, a visão é clara e é a de transformação da Câmara “no principal motor de competitividade das indústrias extrativas em Angola”. “O meu foco será a estratégia de resultados”, lê-se numa publicação de Isabel Fonseca na sua página, estendendo o mandato de representação da associação a outras metas: “pretendemos facilitar, desburocratizar e integrar”.
Com um experiência profissional na Noatum Logistics, SanlamAllianz Angola, IMFC Consulting, Jetour Angola, entre outras, Isabel Fonseca assumiu o cargo de diretora executiva na CCIGPMA em setembro de 2025. “A minha experiência em logística, desenvolvimento de negócios e captação de investimentos internacionais ensinou-me que a riqueza de um país só se traduz em progresso quando aliamos a eficiência operacional à capacidade de atrair capital estratégico global”, acrescenta a nova presidente da CCIGPMA, que representou a associação no ‘Mining Indaba 2026’, fórum internacional que decorreu esta semana na Cidade do Cabo, África do Sul.
Os quatro pilares imediatos do novo mandato são, de acordo com Isabel Fonseca, a eficiência logística e operacional, com a eliminação de barreiras para a redução dos custos das operações, a diplomacia setorial e investimento, através da aposta no diálogo de alto nível com parceiros globais com a meta de posicionar o país como destino prioritário de capital, o desenvolvimento de negócios através da criação de pontes sólidas entre grandes operadores e empresários em Angola, e o conteúdo nacional, ou seja, garantir que o talento do país está no centro de toda a cadeia de valor.


