A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), a TotalEnergies e os parceiros do Bloco 20 (PETRONAS e Sonangol) deram início oficial às actividades de fabricação do Projecto Kaminho, primeiro desenvolvimento em águas profundas da Bacia do Kwanza durante a cerimónia do “Primeiro Corte de Aço” realizada no Estaleiro da Petromar, no município do Ambriz, província do Bengo.
O projecto representa um investimento de 6 mil milhões de dólares, aprovado em Maio de 2024, e prevê a produção de 70 mil barris de petróleo por dia a partir dos campos de Cameia e Golfinho, localizados a 100 km da costa angolana, a 1.700 metros de profundidade.
Ao longo da sua vida útil, o empreendimento evitará a emissão de cerca de 8 milhões de toneladas de CO₂.
As obras em curso na Petromar envolvem a fabricação de mais de 5,5 mil toneladas de estruturas metálicas para os pacotes FPSO e SURF, incluindo 12 âncoras verticais de sucção com 170 toneladas cada e 24 metros de altura, e um protector de linhas de fluxo de 80 metros. O plano assegura mais de 1,2 milhão de horas de trabalho, com 94% da mão-de-obra qualificada de origem angolana.
Na ocasião, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, destacou que a cerimónia simboliza uma viragem para a indústria petrolífera do país.
“Este é o primeiro desenvolvimento offshore da Bacia do Kwanza, agora com um futuro promissor. É a prova de que as reformas fiscais, legais e contratuais implementadas estão a criar um ambiente de negócios atractivo e seguro para o investimento”, afirmou.
O Administrador Executivo da ANPG, Paulino Jerónimo, que falou em representação do PCA, sublinhou o impacto histórico do projecto, reforçando a necessidade de rigor nas medidas de segurança. Já o Director-Geral da TotalEnergies Angola, Martin Deffontaines, frisou o envolvimento da indústria nacional.
“A TotalEnergies orgulha-se em estar ao lado do país em cada etapa. Empresas, profissionais e recursos angolanos terão um papel significativo na execução do Kaminho, reforçando o nosso compromisso com o conteúdo local e o crescimento sustentável de Angola”, disse.
A TotalEnergies opera o projecto com 40% de participação, ao lado da PETRONAS (40%) e da Sonangol (20%).
A cerimónia contou ainda com a presença do Vice-Governador do Bengo para a Área Social, José Bartolomeu Pedro, do Secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso, da Administradora Executiva da ANPG, Ana Miala, do PCA da Sonangol, Gaspar Martins, representantes da PETRONAS Angola, além de membros do MIREMPET, da ANPG, da TotalEnergies e da sociedade local.