A Guarda Revolucionária iraniana, o exército ideológico da República Islâmica, escalou dramaticamente a retórica contra os Estados Unidos ao publicar uma lista de dezoito empresas norte-americanas cujas instalações no Médio Oriente poderão ser alvo de ataques em caso de novos “assassínios” de responsáveis iranianos.
O ultimato fixa as 20h00 de Teerão desta quarta-feira — 17h30 em Luanda — como o momento a partir do qual a ameaça entra em vigor.
Entre os alvos identificados estão a Google, a Apple, a Meta e a Tesla, às quais a Guarda Revolucionária diz que devem “esperar a destruição” das suas instalações “em todos os países da região”.
A ameaça surge num contexto de escalada militar sem precedente. Em pouco mais de um mês de bombardeamentos combinados de Washington e Telavive sobre território iraniano, os Estados Unidos e Israel eliminaram mais de uma dúzia de altos responsáveis da República Islâmica — figuras religiosas, políticas e militares.
Entre os mortos contam-se o próprio líder supremo, Ali Khamenei — cujo cargo foi assumido pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei — e Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, duas das figuras mais poderosas do regime.
A decapitação sistemática da liderança iraniana representa uma mudança de paradigma nas operações militares americanas e israelitas na região. A ameaça da Guarda Revolucionária a alvos civis e empresariais ocidentais sinaliza uma tentativa de alargar o conflito a uma nova dimensão — económica e corporativa.
As empresas visadas não fizeram comentários públicos imediatos. Fontes governamentais americanas não confirmaram oficialmente a autenticidade do comunicado iraniano até ao momento de publicação desta notícia.


