Nos últimos três meses, 10 produtos e serviços financeiros congregaram 95,30 por cento do total de reclamações registadas, correspondendo a 14.242 reclamações no universo de 14.944.
Os produtos/serviços financeiros mais reclamados no período foram as prestações de serviços (atendimento abaixo das expectativas do cliente, demora no processamento de operações), contas de depósito à ordem, Caixas Electrónicos/ TPA, transferências, Internet Banking, crédito ao consumo, Mobile Banking, cartões de débito, contas ordenadas e cartões de crédito.
Segundo o Jornal de Economia e Finanças, a elevada concentração das reclamações nestes produtos reflecte tanto a sua ampla utilização no mercado quanto as áreas críticas de fricção na relação entre os consumidores e as instituições financeiras.
De acordo com a fonte, embora o volume absoluto de reclamações tenha tido um aumento moderado (1,31 por cento), face ao período homólogo de 2024, os principais produtos ou serviços reclamados apresentaram variações significativas, exigindo uma abordagem estratégica das instituições financeiras para a resolução dos temas assinalados.
A especial atenção vai para a qualidade dos serviços de atendimento, na promoção dos canais digitais para a realização de operações, na celeridade dos processos de crédito e na execução tempestiva das transferências de fundos.
O ranking das Instituições Financeiras Bancárias Sistémicas com mais de um milhão de contas bancárias é liderado pelo Banco Angolano de Investimentos (BAI), que registou uma média de 48,79 reclamações por 100.000 clientes, correspondendo a um aumento de 40,44 por cento, face ao período anterior.
No trimestre em referência, o ranking das Instituições Financeiras Bancárias Sistémicas, com menos de um milhão de contas, registou uma média de 134,42 reclamações por 50.000 clientes, representando um aumento de 5,15 por cento, face ao trimestre anterior.


