A Carrinho anuncia ao mercado, os operadores do sector agroalimentar e o público em geral que tomou a decisão de cessar, de forma definitiva, a importação de milho, garantindo
doravante 100% do abastecimento através da produção nacional.
Em comunicado tornado público nesta quarta-feira, a empresa revela que o marco representa um avanço histórico no caminho para auto suficiência em matérias primas, na soberania alimentar e reafirma o compromisso do Grupo com o desenvolvimento sustentável do país.
“Esta decisão só foi possível graças ao crescimento exponencial da capacidade produtiva
nacional, impulsionado pelos programas de mecanização, assistência técnica e integração dos
produtores familiares e empresariais na cadeia de valor da Carrinho Agri. O país dispõe hoje de condições reais e sólidas para produzir o milho necessário para o consumo industrial, reduzindo a vulnerabilidade externa e fortalecendo o mercado interno”.
Recorda que, em 2022, já havia suspendido as importações de milho. Contudo, adianta, “a instabilidade do mercado interno à época obrigou à retoma temporária das compras
externas. O contexto actual, entretanto, é substancialmente diferente: maior fiabilidade na produção, melhoria tecnológica no campo, expansão das áreas cultivadas e uma coordenação
mais eficiente entre produtores, cooperativas e indústria. Estes factores garantem que não é mais
justificável que Angola continue a importar milho quando possui capacidade comprovada para
produzir internamente aquilo que consome”.
De acordo com o Grupo Carrinho, ao eliminar a necessidade de importação, a Carrinho contribui directamente para: estabilização dos preços e previsibilidade para os produtores; geração de rendimento nacional, substituindo divisas por produção interna; reforço da segurança alimentar e redução de riscos externos, assim como a criação de oportunidades económicas ao longo de toda a cadeia de valor agrícola.
“Em linha com esta visão estratégica, a Carrinho anuncia também que o próximo objectivo é
atingir a auto-suficiência nacional em feijão, já no próximo ano agrícola”.
Salienta que os dados preliminares,
resultantes da actual campanha e do trabalho técnico desenvolvido com milhares de produtores,
indicam que o país está próximo de alcançar igualmente este importante marco.
“A Carrinho reafirma, assim, a sua convicção de que o desenvolvimento de Angola passa obrigatoriamente pelo fortalecimento da produção nacional, pela valorização dos agricultores e
pela criação de um sistema agroindustrial moderno, eficiente e sustentável. Produzir em Angola, para Angola e o Mundo, este é o compromisso que continuará a orientar
todas as acções do Grupo Carrinho”, conclui.


