A dispersão das taxas de câmbio entre os bancos comerciais angolanos voltou a alargar-se.
Comprar 100 euros num banco pode custar mais 12.524 kwanzas do que noutro — um fosso que cresceu face aos cerca de 10.000 kwanzas registados na semana anterior, de acordo com cálculos do Jornal de Economia & Finanças com base na tabela das 20 instituições bancárias autorizadas pelo Banco Nacional de Angola.
No mercado do euro, o BNI pratica a taxa mais competitiva, vendendo cada euro a 1.072,576 kwanzas. Seguem-se o BCA e o Banco Económico, praticamente empatados, com taxas de 1.077,400 e 1.077,401 kwanzas, respectivamente.
No extremo oposto, o BIR é o banco mais caro do mercado, a cobrar 1.197,816 kwanzas por euro. O BPC e o Banco Sol completam o trio mais oneroso, com câmbios de 1.140,926 e 1.140,780 kwanzas.
No mercado do dólar, a diferença entre o câmbio mais baixo e o mais alto recuou para 5.929 kwanzas — menos do que os 8.666 kwanzas da semana passada, sinal de alguma convergência entre instituições.
O Banco China Limitada lidera os mais baratos, vendendo cada dólar a 930,370 kwanzas, seguido de perto pelo BCA com 930,373 kwanzas. BNI, BIR e BE praticam todos a mesma taxa de 930,374 kwanzas.
O BPC mantém-se no topo dos mais caros, com 989,662 kwanzas por dólar, seguido do Banco Sol com 980,100 kwanzas e do BAI com 955,723 kwanzas.
A cotação oficial do dólar permanece nos 912,131 kwanzas — praticamente inalterada desde o início do ano, com uma variação acumulada de apenas 0,007% desde 6 de Janeiro.
A estabilidade da taxa oficial contrasta com a amplitude das cotações praticadas no mercado comercial, onde a escolha do banco pode representar uma diferença significativa para quem precisa de adquirir moeda estrangeira.


