A produção de petróleo em Angola “deverá estabilizar” perto de um milhão de barris por dia (bpd) até 2030, a não ser que “ocorra uma grande descoberta”.
O Bank of America considera que a entidade reguladora “está a implementar activamente” medidas para manter a produção de petróleo acima do limite simbólico de um milhão de bpd e para sustentar o investimento.
De acordo com a instituição bancária a produção de petróleo, em Angola, “deverá estabilizar” perto de um milhão de barris por dia (bpd) até 2030, a não ser que “ocorra uma grande descoberta”. O Bank of America considera que a entidade reguladora “está a implementar ativamente” medidas para manter a produção de petróleo acima do limite simbólico de um milhão de bpd e para sustentar o investimento.
“A sua abordagem favorável aos negócios é bem vista pelas empresas petrolíferas internacionais; consideram-na eficaz. Desde 2024, a ANPG [regulador do setor petrolífero angolano] introduziu incentivos fiscais tanto para a produção como para a exploração, ao mesmo tempo que acelerou os processos de licenciamento”, acrescenta a instituição bancária.
A research do Bank of America diz que como resultado destes incentivos, pelo regulador petrolífero angolano, as empresas petrolíferas internacionais reportaram uma “aceleração” no desenvolvimento de campos adjacentes e na perfuração de mais poços. “Com base no feedback do setor, não vemos grandes riscos de queda, mas também não esperamos qualquer aumento significativo nos próximos dois a três anos, na ausência de grandes descobertas”, reforça a nota da instituição.
“A agência reguladora do petróleo prevê um investimento de 60 mil milhões de dólares (50,3 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) nos próximos cinco anos. Novos investimentos deverão ser suficientes para compensar o declínio natural dos poços de petróleo. Os níveis de equilíbrio continuam competitivos e esperamos que as grandes empresas continuem a investir, a menos que o preço do barril desça abaixo dos 50 dólares (41 euros), considerando os custos médios de investimento e manutenção”, acrescenta.


